MONDO MODA visitou a 11ª edição da SP-Arte

A 11ª edição da SP-Arte, no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, terminou domingo, 12 de abril. E, pela primeira vez, estive lá, na sexta-feira, segundo dia da maior e mais importante feira de arte da América Latina. Foi a primeira vez que eles usaram os três andares do Pavilhão, e que mesmo sob clima de incerteza por conta da crise, a organização comemorou o número de visitação e volume de negócios realizados.
11ª edição da SP-Arte @ Maria Isabel Hossri (9)
11ª edição da SP-Arte @ Maria Isabel Hossri (9)
Não sou expert no assunto, mas desde pequena leio livros de arte (indicados para a minha idade, pois também não sou nenhuma superdotada) e por algum tempo, quando era adolescente, fiz aulas de arte no Conservatório Carlos Gomes, em Campinas. Esse meu interesse e gosto, sempre incentivado pelos meus pais, avô e bisavó (a única pessoa no mundo que já comprou algumas de minhas telas), fez com que o tema não fosse estranho na minha vida. E foi essa nostalgia que senti pelos corredores do evento ao me deparar com a arte de Volpi, Picasso, Miró, Botero, Iberê Camargo, Tomie Ohtake, entre tantos outros.
11ª edição da SP-Arte @ Maria Isabel Hossri
11ª edição da SP-Arte @ Maria Isabel Hossri
Aqui destaco as que mais me encantaram: o espaço especial para desenhos (da suíte Vollard) do Picasso, da Dan Galeria, de São Paulo. Ali recebi a atenção de J. Peter Cohn, um dos fundadores da galeria. Uma obra linda (e milionária) do brasileiríssimo Portinari também me chamou a atenção neste espaço, assim como a obra Christ, de Andy Warhol.
11ª edição da SP-Arte @ Maria Isabel Hossri
11ª edição da SP-Arte @ Maria Isabel Hossri
Outra que adorei foi a “Ornithology”, de Juan Fontanive, apresentada pela Galeria Carbono.  O artista que mora e trabalha em Nova York, utiliza a linguagem do flipbook e dá vida aos desenhos de beija-flor. Um motor faz girar as páginas com os pássaros em diferentes posições. Quando gira, o som remete ao bater de asas. Delicadamente incrível!
As árvores suspensas, de Jorge Mayet, impressionam tamanha perfeição. O artista plástico cubano, que vive há anos em Palma de Mallorca, na Espanha, usa árvores e casas como marcas de seu trabalho. De tudo que vi sobre a feira nas redes sociais, as árvores suspensas foram as campeãs de postagens na minha timeline.
11ª edição da SP-Arte @ Maria Isabel Hossri (3)
11ª edição da SP-Arte @ Maria Isabel Hossri
As famosas bandeirinhas do artista ítalo-brasileiro Alfredo Volpi estavam disponíveis em mais de dez galerias. E como sou fã, parava para admirar cada obra.
11ª edição da SP-Arte @ Maria Isabel Hossri
11ª edição da SP-Arte @ Maria Isabel Hossri
Coloridíssima, a obra Monitor-Crayon, de José Damasceno, foi cenário para fotos durante o evento. Com 75 mil peças de giz de cera encaixadas, o painel atrai curiosos, que analisam a obra pelas laterais, como se quisessem conferir se era giz mesmo. Pudera, pois de longe parecem meras bolinhas coloridas.
E o trabalho fantástico do espanhol Juan Francisco Casas? O artista é mestre em retratar imagens, que mais parecem fotos, utilizando apenas a caneta esferográfica (tipo Bic).
11ª edição da SP-Arte @ Maria Isabel Hossri
11ª edição da SP-Arte @ Maria Isabel Hossri
A campineira Vania Mignone, que foi minha professora de artes no Conservatório Carlos Gomes, também teve espaço na exposição, representada pelas galerias Triângulo e Mercedes Viegas. E quando a reconheci, pelos seus traços, a sensação de nostalgia chegou ao ápice.
Embora não tenha comprado nada, saí do Ibirapuera com a impressão de estar rica e com uma vontade enorme de voltar a pintar.
(Artigo da jornalista Maria Isabel Hossri – especial para o MONDO MODA)