O que era aquele show dos 50 anos da Rede Globo?

Coluna assinada pelo editor Jorge Marcelo Oliveira
Jorge Marcelo Oliveira @ Flávio Casagrande
Jorge Marcelo Oliveira @ Flávio Casagrande

A Rede Globo é a segunda maior emissora do mundo. No horário nobre, sua programação é 100% nacional. Suas novelas têm um formato que funciona com sucesso. Suas minisséries são ótimas. E seu jornalismo tem excelentes profissionais… Bla-bla-bla… Mas sua linha de show é muito ruim! Ela não acerta neste formato. Qualquer premiação americana (Oscar, Tonys, Grammys, etc) dá um banho em direção, roteiro e montagem.

O show que celebrou os 50 anos a emissora, exibido no sábado, 25 de abril, foi triste. Os apresentadores – tarimbados, não tenha dúvida – optaram por repetir os cacoetes das narrações das escolas de samba do carnaval carioca. Os números musicais foram fracos, principalmente por misturar artistas popularescos e descartáveis com gente interessante (o vocalista da banda Malta foi ótimo na homenagem ao Raul Seixas). E tudo piora com as coreografias e os figurinos estranhíssimos. A ideia de misturar diversos personagens também não rolou… Mentira que botaram o Lima Duarte, Regina Duarte, Francisco Cuoco, etc… Repetindo seus personagens mais famosos! Que constrangedor!
Os dois únicos momentos que se salvaram foram: a parte esportiva, pois os atletas convidados não precisavam representar qualquer personagem e a aparição do ator Stepan Nercessian caracterizado como Chacrinha. Este sim sabia fazer o caos total com talento inegável!
Enfim… No saldo final, o show conseguiu ser pior que o Criança Esperança e o Teleton do SBT!
(Fotos: Raphael Dias – GShow)