Britney Spears explica por que novo disco não é volta à música

Depois de uma carreira de duas décadas, que incluiu altos e baixos, Britney Spears falou sobre suas inspirações e explicou por que seu novo disco não é uma volta à música. “Na verdade não o vejo como um retorno. Estou por aqui há bastante tempo”, disse a artista à Reuters antes de sua apresentação no Apple Music Festival em Londres na terça-feira, 27 de setembro.britney-spears-apple-music-festival-londres-27-09-16-reuters-2
Centenas de fãs vibraram, cantaram e dançaram na casa de espetáculos Roundhouse, no bairro de Camden, enquanto Britney e um grupo de dançarinos interpretaram seus clássicos “…Baby One More Time” e “Oops!.. I Did it Again”.
Com diversas trocas de roupa, que variavam de traje de malha brilhante com lantejoulas até um inspirado no clássico uniforme de aluna composto de saia, camisa e gravata, ela nunca esteve tão bem. britney-spears-apple-music-festival-londres-27-09-16-reuters-1
A apresentação ocorreu um mês após o lançamento de “Glory”, nono álbum de Britney, que fez uma apresentação sexy (mas tímida) no MTV Video Music Awards 2016, que a levou de volta aos holofotes nos Estados Unidos.
“Tenho a sensação de que fazia um tempo que eu não trazia músicas novas à tona“, disse Britney. “Não quis fazer um disco pop típico desta vez. Queria fazer algo realmente diferente”.britney-spears-apple-music-festival-londres-27-09-16-reuters-3
Aos 34 anos, Britney disse que o álbum “Glory” ainda é seu estilo, mas com “um certo requinte”, tirando inspiração da turnê mais recente da cantora pop Selena Gomez, “Revival”.
O disco consolida uma volta de Britney à música depois de um hiato ocorrido após crise pessoal e artística em 2006-2007, quando chegou a raspar suas famosas tranças loiras, perdeu a custódia de seus dois filhos e foi posta sob a guarda de um mentor por ordem de um tribunal.

Nota do editor: apesar da negativa de Britney, ‘Glory’ é o melhor disco de sua carreira. É dançante, vibrante e moderno. Cercada de uma galera jovem na produção, ela soa verdadeira e atual. Ela não se arrisca em vocalismos, pois sabe que não tem potência para tanto. isto é um grande acerto. Com exceção de Beyoncé e Adele, a safra atual de cantoras pops não têm grandes vozes – ou quando tem, cantam num tom abaixo de sua potência – vide Ariana Grande. É um outro  momento da música, que lembra as cantoras americanas e inglesas dos anos 60, como Nancy Sinatra, Dusty Springfield, Leslie Gore, entre outras. Enfim… Ao lado de ‘Lemonade’ (Beyonce), ‘Anti’ (Rihanna), Glory é um dos grandes álbuns pop de 2016.