Conheça a ‘estranha arte’ chamada Assemblage

Ao primeiro olhar, o termo Assemblage (vem do francês ‘montagem’) pode parecer uma arte estranha. Na realidade, é um trabalho no qual o artista une objetos, por colagem ou encaixe, expressando o seu imaginário. Os objetos que fazem parte das obras permanecem em seu estado original, mas, unidos, parecem diferentes.

Assemblage de Louise Nevelson @ Reprodução
Assemblage de Louise Nevelson @ Reprodução

Ao se utilizar de diversos materiais como papéis, tecidos, madeira “colados” a uma tela o artista consegue ultrapassar as limitações da superfície, rompendo assim o limite da pintura, criando uma junção da pintura com a escultura.
O termo Assemblage foi incorporado às artes, em 1953, pelo pintor e gravador francês Jean Dubuffet para a exposição The Art of Assemblage, no Museu de Arte Moderna – MoMA – de Nova York em 1961. A exposição reuniu trabalhos de George Braque, Marcel Duchamp, Picasso, Kurt Schwitters, Man Ray, Josepha Cornell, Robert Mallary, Robert Rauschenberg, George Herms, Bruce Conner e Edward Kienholtz. Picasso e Braque vieram da escola cubista e Duchamp do dadaísmo – movimentos surgidos nas primeiras décadas do século XX.
No Brasil, as obras do polonês Franz Krajcberg e dos brasileiros Wesley Duke Lee e Arthur Bispo do Rosário são as mais conhecidas.
Outros artistas internacionais especializados em Assemblage: Louise Nevelson, Joseph Cornell, John Chamberlain, Wolf Vostell, Betye Saar, Bernard Pras, Armand Avril, Markus Meurer e Mohammad El Rawas.