Atelier Swarovski anuncia parceria com a Lanvin

A Lanvin e a Swarovski buscaram inspiração no mundo do jazz com ares futuristas que resultaram em peças com perfume anos 20, principalmente no Arte Déco. São braceletes, brincos, gargantilhas e aneis terminados em rutênio e ouro e cravejados de cristais azuis e dourados, valores entre R$ 1.100,00 até R$ 6.800,00. swarovski-by-lanvin-divulgacao-3
Sobre a Lanvin
Jeanne Lanvin nasceu em 1867, em Paris, e cresceu ao lado de dez irmãos. Aos 13 anos, começou como aprendiz de costureira e logo se tornou assistente da designer de chapéus Suzanne Talbot, com quem trabalhou por mais de dez anos. swarovski-by-lanvin-divulgacao-4
Em 1895, casou-se com o conde italiano Emilio di Pietro, com quem teve sua única filha, Marguerite Marie-Blanche di Pietro, e, em 1889, abriu uma pequena confecção de chapéus. No entanto, foram as roupas que Jeanne confeccionava para a filha que começaram a fazer sucesso, o que inspirou a estilista a mudar o rumo dos negócios, passando a atender pedidos de roupas similares para as mulheres da sociedade francesa.
Divorciada, casou-se novamente em 1907 com o jornalista francês Xavier Melet. Dois anos mais tarde, fundou oficialmente a Lanvin, alegadamente a primeira maison de moda francesa da história, na Rue du Faubourg Saint-Honoré, hoje o metro quadrado parisiense com maior quantidade de lojas de marcas de luxo e moda, já que quase todas as casas de moda contam com um ponto de venda no local.
swarovski-by-lanvin-divulgacao-5A expansão nos anos 20
Em 1923, a Lanvin inaugurou uma fábrica de tingimento têxtil em Nanterre, na Grande Paris. Naquela década, a maison também abriu lojas dedicadas a decoração, modas feminina, masculina e esportiva, além de peles e lingerie, mas teve sua maior expansão no segmento de cosméticos com a criação da Lanvin Parfums SA, em 1924 – e o lançamento dos perfumes, My Sin, em 1925, e o icônico Arpège, em 1927, inspirado pelo som do piano que a filha tocava. Entre as clientes mais ilustres da época, estavam as atrizes Marlene Dietrich e Mary Pickford, a escritora Louise de Vilmorin e as rainhas da Itália e da Romênia.
Jeanne Lanvin firmou-se como a estilista mais influente das décadas de 20 e 30. A influência das roupas que fazia para a filha nas criações para mulheres adultas atribuiu um estilo jovial à moda feminina da época, com cores claras, estampas florais, acabamentos delicados, laços e bordados.
Jeanne também foi pioneira em defender que as mulheres poderiam ter um estilo pessoal, independentemente de sua idade ou condição social. Uma de suas marcas registradas foi o modelo de vestidos chamados de robes de style, que se caracterizavam por decotes amplos, cinturas baixas e saias volumosas, com drapeados ou plissados, de tecidos nobres como tafetá de seda, veludo, chiffon e renda. Os robes e style fizeram o contraponto ao chemisier (do francês, os vestidos estilo camisa), de corte reto e aparência mais austera – populares nos anos 20.
A estética das coleções de Madame Lanvin era muito influenciada pelas artes e a criadora contava com uma invejável coleção de obras em seu apartamento, na Rue Babet-de-Jouy – incluindo nomes como Auguste Renoir, Edgar Degas e Eugène Boudin.
swarovski-by-lanvin-divulgacao-1Sob nova direção
Quando Jeanne Lanvin morreu, em 1946, sua filha Marguerite Marie-Blanche assumiu os negócios e a direção criativa da marca. Em 1950, o espanhol Antonio Castillo foi o primeiro estilista contratado para assumir o estilo da Lanvin, cargo que manteve até 1962. Marguerite não teve filhos e, quando morreu, em 1958, a empresa da família foi herdada por um primo, Yves Lanvin.
Da metade da década de 60 até os anos 90, a direção da empresa foi de seu filho, Bernard Lanvin, com sede na Rue de Tilsitt. O banco britânico Midland comprou uma parcela da empresa em 1989 e, no ano seguinte, vendeu suas ações para a Orcofi, holding francesa comandada pela família Vuitton. Em 1994, a L’Oréal começou a adquirir cotas da maison Lanvin e, em dois anos, já era única proprietária da empresa. Outra mudança veio em 2001 – quando foi comprada da L’Oréal pelo grupo de investimentos Harmonie, comandado pela magnata das comunicações taiwanesa Shaw-Lan Wang.
swarovski-by-lanvin-divulgacao-2Fase brasileira
De 1996 a 1998, o estilista brasileiro Ocimar Versolato comandou a direção criativa da coleção feminina da grife. Versolato mudou-se para Paris em 1987 e, em 1994, lançou a primeira coleção de alta costura. O trabalho para a sua marca própria, ainda durante os anos em que esteve na Lanvin, contrariava os interesses da maison, que exigia dedicação exclusiva do estilista. Versolato foi então substituído pela espanhola Cristina Ortiz.

Globo de Ouro 2015 Emma Stone veste Lanvin @ Getty Image
Globo de Ouro 2015 Emma Stone veste Lanvin @ Getty Image

A chegada de Elbaz
Quando a Harmonie assumiu os negócios da Lanvin, Shaw-Lan Wang tratou de escolher um novo nome para comandar o estilo: o marroquino Alber Elbaz. Nascido em Casablanca em 1961 e criado em Israel, o estilista havia trabalhado nas maisons Guy Laroche e Yves Saint Laurent antes de assumir o posto.
Elbaz se envolveu em cada detalhe da imagem da marca, da criação ao projeto das lojas e inaugurou uma nova era para a grife. Com total liberdade criativa, deu uma injeção de vigor à essência da marca e ao longo dos anos atraiu fãs de prestígio como as estrelas de Hollywood Nicole Kidman e Natalie Portman, a top Kate Moss, a cineasta Sofia Coppola e até mesmo a primeira-dama norte-americana Michelle Obama – que, em 2009, alavancou as vendas de um tênis da marca com cadarço de fita ao ser fotografada usando o calçado em Washington.
Avesso aos holofotes e adorado por cada integrante da equipe, Elbaz foi capaz de resgatar o clima familiar das origens da marca, ainda que com enorme prestígio global, e há rumores de que tenha recusado o convite da Dior, em 2012, com a demissão de John Galliano. Em 2006, entrou o holandês Lucas Ossendrijver foi contratado para assumir a nova linha masculina da casa. Em março de 2016, o mundo da moda levou um choque: Alber Elbaz saiu da Lanvin. A estilista francesa Bouchara Jarrar entrou no seu lugar.

Grammy 2015 Jane Fonda veste Lanvin @ Getty1
Grammy 2015 Jane Fonda veste Lanvin @ Getty1

A Lanvin em números
Atualmente, a Jeanne Lanvin S.A. atua como subsidiária da Harmonie S.A., com portfólio de produtos que inclui roupas, perfumes e acessórios para os públicos feminino e masculino. A corporação tem operações no Oriente Médio, nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia – são mais de 30 lojas próprias, 25 franquias e mais de 750 boutiques e lojas de departamentos. No Brasil, a grife inaugurou sua primeira loja em 2012, no shopping JK Iguatemi, em São Paulo.
Suas coleções licenciadas, que incluem o prêt-à-porter, tiveram faturamento estimado em € 4,5 milhões em 2011. Além da loja virtual, a maison também lançou, em abril, um aplicativo de vendas para smartphones, com informações detalhadas sobre os produtos e visualização de imagens em 360 graus.
(Pesquisa: Revista View)