MET Gala 2017 | Quem causou? Quem acertou? Quem errou?

Anualmente, o MET Gala celebra a abertura das exposições que acontecem no Instituto do Figurino do The Metropolitan Museum of Art de Nova York. As grandes Maisons pagam até U$ 1 milhão por uma mesa – renda que será destinada as ONGs apoiadas pela Anna Wintour, editora chefe da Vogue America: American Foundation for AIDS Research, Robert F. Kennedy Memorial e The Art of Elysium. As grifes convidam estrelas que estão em destaque na moda, cinema, música e televisão para mostrar suas mais recentes criações.
Nesse momento, surge uma pergunta: Como se vestir para o mais importante tapete vermelho do mundo da moda?
Aqui, não basta ir de ‘bunita’, ou seja, acertar no look. Precisa ‘ir além’. Ou seja, como é um evento voltado a moda, a estrela precisa dar dois passos à frente para mostrar que, além de apaixonada pelo assunto (moda), também é uma fashionista.
O MET Gala é espaço para experimentações – quase surtos. Sabe aquele modelo apresentado no desfile que desperta a pergunta: ‘Mas quem vai usar isto?’ Então, é a roupa que representa o máximo da criatividade – por mais estranhamento que cause.
Nem todas seguram modelos assim, é óbvio. Desta forma, também é aceitável a escolha ‘dentro do dress code’ do principal homenageado da noite. No caso, Rei Kawakubo da grife Commes des Garçons, conhecida por sua moda que propõe a desconstrução de conceitos e forma.
MET Gala 2017 Rihanna

História da grife

Fundada oficialmente em 1973, em Tóquio, não demorou a estilista desconfigurar os códigos estabelecidos no universo das roupas. Em 1975, a marca inaugurou sua primeira loja no badalado distrito de Minami-Aoyama. Em 1978, lançou sua linha masculina. Na medida em que a marca se tornava bem-sucedida, a estilista começou a assinar acordos com franquias que operariam sob o nome da COMME des GARÇONS. No começo da década de 1980, com 80 empregados no escritório de Tóquio, a marca já vendia US$ 30 milhões por ano, em 150 lojas multimarcas.
Quando apresentou sua coleção em Paris em 1981 (final da Era Disco e início da Era do Exagero que dominou a década), a estilista levou seu conhecimento de Arte, Literatura e Filosofia para mostrar roupas femininas com elementos do masculino, rasgadas, furadas, em novas proporções e volumes.

Sua coleção ganhou apelidos nada generosos, como “Hiroshima chic” e “pós-atômico”, contudo, o público descobriu que poderia usar a roupa como um instrumento de comunicação e da individualidade.

Naquela década a marca causou com a predominância dos looks em preto e tecidos danificados. Sabe as calças jeans rasgadas que todo mundo usou nos 80 e que voltaram em 2017?

Então…

Quanto ao MET Gala 2017, ninguém diria que Gisele Bündchen não estava linda com seu longo prateado Stella McCartney. O mesmo para Jessica Chastain, no amarelo Prada ou o vintage Valentino Couture de Jennifer Lopez. Mas, gente… É momento para liberar a loucura criativa. É desconstruir conceitos. A roupa precisa despertar uma ‘emoção’.
Depois desta introdução, MONDO MONDA aponta Quem Causou, Quem Acertou e Quem Errou.
Tombamento – Precisa ter muito culhão para usar um modelo que provoque reações. Não é para qualquer mortal. Precisa ter curso de aprimoramento de fashionista. Nesse campo, Rihanna (Commes des Garçons), Katy Perry (Maison Margiela by John Galliano), Rita Ora (Marchesa Couture), Priyanka Chopra (Ralph Lauren Collection), Gigi Hadid (Tommy Hilfiger), Zendaya (Dolce & Gabbana), Lily Collins (Giambattista Valli Couture), Halle Berry (Atelier Versace), Blake Lively (Atelier Versace), Janelle Monae (Ralph Russo) e Lily Aldridge (Ralph Lauren e botas Balenciaga) são imbatíveis.