Claude Monet é o mais célebre entre os pintores impressionistas

Claude Monet é o principal e mais dedicado representante do movimento Impressionista. Sempre preferiu a pintura ao ar livre, não importando as condições climáticas, com a finalidade de capturar todos os efeitos da natureza. No início de sua carreira foi incompreendido, especialmente por sua família, resultando em dificuldades financeiras por anos. Somente por volta dos 40 anos de idade começou a vender seus quadros, morreu como um artista rico e consagrado.
Monet nasceu em Paris em 14 de novembro de 1840 e aos cinco anos mudou-se para Havre. Começou a pintar desde muito jovem o que lhe rendeu algum dinheiro vendendo caricaturas, dessa forma comprava materiais de pintura. Em 1858 conheceu Eugène Boudin, um pintor de paisagens que o encorajou a pintar ao ar livre. No ano seguinte mudou-se para Paris a fim de especializar suas técnicas.

Claude Monet – View at Rouelles, Le Havre – 1858 – Coleção Particular @ Reprodução

Nessa época, Paris atraia os mais variados artistas do mundo e lá Monet conheceu Camille Pissarro e Manet entre outros artistas de vanguarda. Contrário ao desejo da família, ele se recusou a frequentar a Escola de Belas-Artes preferindo estudar no Atelier de Suisse, uma escola de postura mais livre que não adotava ensino formal. Assim Monet poderia dedicar-se ao que mais gostava a pintura ao ar livre. No entanto essa atitude lhe rendeu o corte de sua mesada, resultando em sérias complicações financeiras.
Nos anos que se seguiram Monet conheceu Camille Doncieux com que viria a ter dois filhos, Jean e Michel. Em 1879 Camille morreu de tuberculose. Em 1861 foi convocado para servir o exército e defender a França na guerra. Após quase um ano na Argélia, Monet volta à França e retoma seus estudos ao ar livre, passando a estudar com Charles Gleyre. Em 1866, Monet expôs o retrato de Camille Doncieux em um Salão.

Claude Monet – Camille (A Mulher no Vestido Verde) – c. 1866 @ Reprodução

Em 1874 foi realizada em Paris a primeira exposição dos impressionistas, contando com obras de Monet, Pierre-Auguste Renoir, Degas e Cézanne. O termo Impressionismo, deriva do quadro de Monet chamado Impressão, sol levante (1872). Em função da exposição um jornalista da época Louis Leroy atacou a obra de Monet num artigo intitulado “Exibição dos impressionistas” para o jornal Le Charivari.

Claude Monet – Impressão, sol levante – c. 1872 @ Reprodução

Em 1880 Monet realiza sua primeira exposição individual, que foi um sucesso. O público começava a ver com bons olhos as pinturas impressionistas.
Monet passou por sérias dificuldades financeiras, porém tinha um fiel comprador de suas obras, o milionário Ernest Hoschedé. Anos mais tarde Monet viria a casar com a esposa do seu comprador, Alice Hoschedé, após ambos ficarem viúvos.
Em 1883 Monet mudou para Giverny e em 1892 casou-se com Alice, estabelecendo-se numa grande propriedade as margens do rio. Monet continuava seus estudos impressionistas e na década de 1890 pintou uma série da Catedral de Rouen em diferentes horários e pontos de vista, desde o amanhecer até o anoitecer. O jardim de sua residência em Giverny também foi inspiração para uma série de obras chamada Ninfeias.

Claude Monet – Canteiro de Íris no Jardim de Giverny – c. 1900 – Musée d’Orsay @ Reprodução

Um dos pilares da pintura impressionista era retratar o que a mente concebe da paisagem em detrimento ao que olho humano vê. Nesse sentido Monet desenvolveu técnicas que o ajudariam a representar essa realidade. Usando pinceladas firmes e fragmentadas, por exemplo, Monet retratava a ondulação e os reflexos da água com genialidade.
No fim de sua vida Claude Monet sofreu com catarata o que afetou seu entusiasmo para continuar seus estudos. Monet morreu em 1926 e encontra-se enterrado no cemitério da igreja de Giverny. Ele deixou 1339 obras.

Claude Monet – Ensaio de Figura ao Ar Livre: Mulher com sombrinha virada para a esquerda – c. 1886 – Musée d’Orsay @ Reprodução

No óleo sob tela ‘Ensaio de Figura ao Ar Livre: Mulher com Sombrinha Virada para a Esquerda (Essai de figure en plein-air: Femme à l’ombrelle tournée vers la gauche)’, Claude Monet pintou Suzanne Hoschedé, em 1886. Ele tem 131 cm x 88 cm e pertence ao acervo do Museu d’Orsay.
A composição está delineada a partir de um ponto de vista baixo que vai realçar e estilizar a figura da jovem. Esta, em virtude às cores com que é representada, está próxima do luminoso céu azul. O vento agita o lenço que a mesma traz ao pescoço e ao mesmo tempo aprece que lhe ‘suja’ a cara. O pintor não definiu os seus traços intencionalmente porque esta obra não pretende ser um retrato. O seu maior interesse era ressaltar os efeitos da natureza sobre a figura humana e não o contrário. Talvez por isso o seu vestido agitando-se ao vento acaba quase por ser uma continuação das plantas primaveris que a rodeiam que que também se agitam ao sabor do vento.

Claude Monet – Canoa sobre o Epte – c. 1890 – MASP @ Reprodução

Em 1890, Claude Monet pintou ‘Canoa sobre o Epte’. A tela mostra as irmãs Hoschedé, Blanche (1865-1947) e Suzanne (1868-1899), remando no Rio Epte, em Giverny, região administrativa da Alta-Normandia, no departamento Eure, na França.
As meninas não estão centralizadas no quadro, e esse deslocamento de foco, inspirado nos enquadramentos das estampas japonesas e da fotografia, que havia sido patenteada poucos mais de 50 anos antes, foi uma das inovações das pinturas impressionistas.
O óleo sob tela ‘Boating on the River Epte’ tem 133 cm x 145 cm e pertence ao acervo do Museu de Arte de São Paulo.

Claude Monet – The Japanese Footbridge -1920-1922 – 89.5 x 116.3 – Museu de Arte Moderna de Nova York @ Reprodução

Sobre o Impressionismo
Foi um movimento artístico que revolucionou profundamente a pintura e deu início às grandes tendências da arte do século XX. Havia algumas considerações gerais, muito mais práticas do que teóricas, que os artistas seguiam em seus procedimentos técnicos para obter os resultados que caracterizaram a pintura impressionista.
Principais características da pintura:
• A pintura deve registrar as tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz solar num determinado momento, pois as cores da natureza se modificam constantemente, dependendo da incidência da luz do sol.
• As figuras não devem ter contornos nítidos, pois a linha é uma abstração do ser humano para representar imagens.
• As sombras devem ser luminosas e coloridas, tal como é a impressão visual que nos causam, e não escuras ou pretas, como os pintores costumavam representá-las no passado.
• Os contrastes de luz e sombra devem ser obtidos de acordo com a lei das cores complementares. Assim, um amarelo próximo a um violeta produz uma impressão de luz e de sombra muito mais real do que o claro-escuro tão valorizado pelos pintores barrocos.
• As cores e tonalidades não devem ser obtidas pela mistura das tintas na paleta do pintor. Pelo contrário, devem ser puras e dissociadas nos quadros em pequenas pinceladas. É o observador que, ao admirar a pintura, combina as várias cores, obtendo o resultado final. A mistura deixa, portanto, de ser técnica para se óptica.

Sua opinião

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s