Palestra ‘Sobre Amor, Ciborgues e Design’ de Guto Requena

Ainda sob impacto, reproduzo alguns destaques sobre a palestra Sobre Amor, Ciborgues e Design’, do arquiteto e urbanista Guto Requena na manhã dessa segunda-feira, 12 de junho, abertura do Simpósio Polo Arqdec 2017 – Tecnologia e Moradia, na sala prime do Kinoplex do Parque D. Pedro Shopping.

Guto Requena @ Divulgação
  1. Ele notou que 99% da plateia era composta por pessoas brancas.

  2. A classe média precisa enxergar uma metrópole além dos muros dos condomínios.

  3. Também precisa sair do ‘circulo’ condomínio & shopping.

  4. Deveria pensar em ocupar os espaços urbanos.

  5. A sociedade deveria reavaliar sobre a necessidade de ter tanto itens de consumo, em especial, os carros.

  6. Experiências em São Paulo apontam que ruas ocupadas geraram uma sensação de pertencimento.

  7. Arquitetura e decoração são instrumentos para ‘pensar fora do óbvio’.

  8. Até meados do século XX, dois tipos de cultura se delineavam nas sociedades ocidentais, de um lado a cultura erudita das elites, e de outro, a cultura popular produzida pelas classes dominadas.

  9. Cultura de massas anulou as fronteiras entre o popular e o erudito. Imposição de modelos que foram consumidos sem questionamento ou interferência.

  10. Surgimento de uma geração acostumada a receber informação de uma forma passiva, ou seja, incapaz de interagir com sua fonte de cultura.

  11. Mudanças começaram a surgir a partir dos anos 80 com o crescimento de meios de comunicação – Personal Computer, fotocopiadores, videocassetes, gravadores de áudio. A expressão ‘Cultura Digital’ é implantada – ainda que distante do que realmente iria acontecer nas décadas seguintes.

Simpósio Polo Arqdec Junho 2016 @ MONDO MODA

Esses foram apenas alguns tópicos do que foi abordado pelo ‘pensador de arquitetura, urbanismo e design’, levando em conta o tempo de sua palestra. Porém, os tópicos abordados despertam reflexões sobre conceitos de viver bem, questionamentos sobre o que realmente é importante na hora de escolher uma casa e reavaliações sobre o real aproveitamento das novidades apresentadas continuamente pelo setor.

Vivemos numa sociedade que valoriza o ‘ter’ em detrimento do ‘ser’. Importante é a imagem que passo e não o que realmente sinto. Conceitos fomentados pela publicidade confundem sobre a importância real sobre bens de consumo.

Publicidade foi criada para ‘vender’ uma ilusão. Numa sociedade regida pelo consumismo, ela tem sua importância, mas, isso não significa que ela ocupe lugar de única formadora de opinião.

É para pensar!