Com a queda nas vendas nos EUA, Victoria’s Secret foca no mercado chinês

Tolo quem acha que crise só acontece no Brasil. Nos Estados Unidos e na Inglaterra, o mercado de lingerie vive uma fase de mudanças de padrões. As mulheres americanas e inglesas não se identificam com as modelos magras das campanhas.
O resultado é uma continua queda nas vendas e consequentemente nos lucros de gigantes como Victoria’s Secret e Agent Provocateur. Em comparação a fevereiro do ano passado, as vendas da marca das Angels diminuíram 16%, o que a empresa atribuiu a diminuição da entrega de seu material gráfico.

Victoria’s Secret Valentine’s Day 2014

Enquanto isso, depois de pedir proteção judicial contra a falência, a inglesa Agent Provocateur está perto de ganhar uma nova proprietária, a Four Holdings – que já atua em Londres com distribuição e varejo de moda.
Alix Partners – empresa especializada em encontrar interessados adquirir marcas que passam por dificuldades – anunciou em comunicado que já está em vias de efetuar a venda da Agent Provocateur. “Desejamos ao negócio e aos novos proprietários tudo de melhor para o futuro”.

Naomi Campbell – Agent Provocateur – Spring 2015 @ Ellen Von Unwerth

Já a 3i, acionista majoritária da AG desde 2007, tem enfrentado tropeços financeiros que fizeram a marca de lingerie parecer mais bem sucedida do que realmente estava. Ainda no início de 2016, a 3i confirmou que iria investir 4 milhões de libras na grife de lingerie. O que, fatuamente, não houve retorno.
No caso da Victoria’s Secret, ela inaugurou sua primeira loja de moda íntima em Xangai, na China. Até então, a marca contava 26 lojas de acessórios e cosméticos. Dando continuidade ao processo de expansão no mercado asiático, especula-se que o Fashion Show 2017 acontecerá no país.