Arthur Bispo do Rosário ganha exposição na Casa Museu Eva Klabin

Uma das maiores referências da arte contemporânea brasileira, Arthur Bispo do Rosário é o primeiro artista morto a participar da 22ª edição do projeto Respiração, que abre as portas a partir de hoje (14/09) na Casa Museu Eva Klabin.
Em Flutuações, as doze obras selecionadas ficarão suspensas, como se estivessem flutuando, espalhadas pela sala renascença, hall principal, sala inglesa, sala de jantar, sala verde, quarto de dormir, closet e banheiro. No auditório com capacidade para 80 pessoas, será exibido o filme “O Prisioneiro da Passagem” (Hugo Denizart, 1982), onde é possível conferir depoimentos e imagens exclusivas de Bispo do Rosário.

A História de Arthur Bispo do Rosário

Documentação da obra de Arthur Bispo do Rosário, Museu Bispo do Rosário – Arte Contemporânea, Rio de Janeiro @ Rodrigo Lopes

Nascido em 1909, Bispo do Rosário viveu os últimos 50 anos de sua vida como interno na Colônia Juliano Moreira, até 5 de julho de 1989. Foi lá, por volta dos anos 60, após receber um “chamado divino”, que iniciou o seu processo de fazer “um levantamento de todas as coisas do mundo”, como costumava dizer. Um enorme inventário que representasse sua passagem pela terra, como um verdadeiro testemunho.
Um rico, detalhado, autêntico e genuíno registro de um cotidiano fisicamente limitado, composto por coleções de utensílios como talheres, pratos, copos, potes, vasos, pneus, roupas, vassouras, sapatos, vidros, telhas, e moedas, até estandartes mantos minuciosamente bordados com descritivos de situações da sua vida.
Mesmo sem se considerar um artista, mas um fazedor de coisas, Bispo do Rosário foi apreciado e admirado, ainda em vida, pelo meio da arte. Após sua morte é consagrado como um dos mais inventivos artistas brasileiros, graças à primeira exposição abrangente realizada sobre sua obra, em 1989, por Frederico Morais, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage.

Obra Cama Arthur Bispo do Rosário @ Rodrigo Lopes

O Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea é o guardião do acervo do artista e está localizado dentro do Instituto Municipal de Assistência à Saúde Juliano Moreira, no Rio de Janeiro. Vale ressaltar, ainda, que suas disputadas obras já foram expostas nos maiores e mais relevantes museus de todo o mundo, como Pompidou, em Paris, e o New Museum de Nova Iorque.
A exposição ficará em cartaz até 14 de janeiro de 2018.
Anote: Casa Museu Eva Klabin (Av. Epitácio Pessoa 2480 | Lagoa | RJ – 21 3202 8550)