Roy Lichtenstein influencia coleção Spring Summer 2018 da Prada

Miuccia Prada buscou influência na obra do artistas americano Roy Lichtenstein para a coleção Spring Summer 2018, apresentada na Semana de Moda de Milão, na quinta-feira (21). Camisas listradas, blusas e casacos sem manga, shorts e casacos maxi bordados chegam com uma linguagem jovem e perfume 80s.
A silhueta é masculina, incluindo rígidas golas e casacos estruturados. ‘Quando a sociedade descreve uma mulher com um visual forte, ela é chamada de masculina. Por quê? Ela não é masculina! Ela é apenas uma mulher determinada’.
A eclética palheta de cores contrasta o cinza e preto com variações de rosa, azul, vermelho e amarelo.

Prada Spring Summer 2018 @ Getty Images

Sobre o Artista

Roy Lichtenstein foi um pintor pop norte-americano, conhecido por seus quadrinhos, pintados em enormes telas, onde os textos se integram à pintura. Nascido em Nova York em 1923, na adolescência, frequentava clubes de Jazz, o que o levou a pintar retratos de músicos tocando seus instrumentos. Em 1939 entrou para a Art Students League. No ano seguinte ingressou na Escola de Belas Artes da Ohio State University, em Columbus. Em 1943, Roy foi recrutado para o exército.
Com o fim da Segunda Guerra, em 1945, ele estudou Língua e Civilização Francesa, na Cité Universitaire. De volta a Ohio, concluiu os estudos universitários e foi contratado como instrutor de artes em Cleveland.
Começou a criar pinturas abstrata, baseadas em paisagens e em natureza morta. Posteriormente trabalhou como decorador de interiores e designer gráfico. Também retornou ao cargo de professor de arte.

Roy Lichtenstein – Menina com laço no cabelo, c.1965 @ Reprodução

Depois de participar de diversas exposições coletivas, em 1951, fez sua primeira individual na Carlebach Gallery, em Nova York. Pouco a pouco, ele integrou os títulos de seus quadros à própria pintura. Em 1956, criou uma litografia humorística de uma nota de dez dólares (The Dollar Bill) – é considerada sua primeira obra Pop Art.
Imitando o trabalho do cartum, usou a história em quadrinhos e o texto para dar voz às suas personagens. Um dos temas preferidos foram cenas de guerra. Explorou o azul, o vermelho e o amarelo, ou apenas uma ou duas cores para melhor imitar a impressão. Nesse mesmo ano, apresentou seus trabalhos na Leo Castelli Gallery, em Nova York.
A partir desse momento, Roy Lichtenstein tornou-se um sucesso, recebendo encomendas e exponde em diversos locais, chegando a Paris, em 1963. Criou diversas séries temáticas: as pin-ups, as mulheres que gritam ou choram, as cenas de guerra, as paisagens desoladas, a bola de golfe, a arquitetura antiga e as explosões. É dessa época: “Look Mickey” (1961), “Golf Ball” (1962), “Crak!” (1963), “Crying Girl” (1964), “The Melody Haunts My Reverie” (1965), entre outros.
Teve seus trabalhos expostos no Cleveland Museum of Art, em 1966, no Passadena Art Museum, em 1967, percorreu diversos países. Em 1969, o Guggenheim Museum de Nova York organizou uma retrospectiva de seu trabalho, que depois, percorreu quatro museus americanos.
Em 1970, Lichtenstein abriu um atelier em Southampton, em Nova Jersey, onde se dedicou a produção de grandes murais, entre eles, o mural da Universidade de Medicina de Düsseldorf, na Alemanha. Em 1979, foi eleito membro da Academia Americana e Instituto das Artes e Letras.
Em 1993, Roy Lichtensten apresentou uma grande exposição retrospectiva no Guggenheim Museum, em Nova York, que percorreu Los Angeles, Montreal, Munique, Hamburgo, Bruxelas e Columbus, sendo encerrada em 1996.
Roy Lichtensten faleceu em Nova York, no dia 29 de setembro de 1997.