Ana Paula Barros visita o Museu do Design de Londres

O Museu do Design de Londres foi inaugurado em 1989 e traz um acervo que engloba todas as facetas do design: industrial, de produto, gráfico, de moda e arquitetônico.

Em 2016, foi transferido de um edifício às margens do rio Tâmisa para sua nova localização em Kensington. O prédio havia sido sede do Commonwealth Institute (1962-2002) e estava há algum tempo abandonado. A construção original foi projetada por um dos maiores escritórios de arquitetura britânicos, o RMJM, no início da década de 60. Era um “prédio listado” Grau II* que significa “estruturas particularmente importantes, de interesse mais do que especial” (Wikipédia), algo similar ao tombamento de patrimônios. Um monumento modernista, com uma complexa cobertura de cobre paraboloide hiberbólica, que se tornou algo bem característico dessa edificação.

DM_MM (7)
Vista do Museu a partir do parque – Foto: Ana Paula Barros (Maio/2018)

Os planos para revitalização da área e reforma do edifício são resultado do trabalho em conjunto do OMA, um dos mais renomados escritórios contemporâneos, liderado pelo holandês Rem Koolhaas; das empresas britânicas Allies and Morrison (arquitetura e urbanismo), Arup (engenharia), West8 (paisagismo); e do premiado designer minimalista John Pawson.

OMA + Allies and Morrison foram responsáveis pelos projetos de remodelação da estrutura do edifício; redesenho da fachada, com substituição por materiais contemporâneos e tecnológicos, adequados às novas funções, e recuperação do telhado de cobre. Alguns anexos originais foram demolidos e foram construídos três edifícios com 54 apartamentos residenciais de luxo. A proposta desse novo complexo possui uma fachada dinâmica, na qual blocos avançam ou recuam e “quebram” o ritmo das esquadrias.

O projeto de interiores também foi um desafio: adaptar-se ao programa do museu respeitando as restrições de um imóvel tombado.

O novo prédio do museu tem uma área de 10 mil metros quadrados distribuídos em 6 níveis, sendo dois subsolos com auditório, banheiros, guarda-volumes e exposições temporárias. No térreo fica o acesso principal com bilheteria, cafeteria, loja e exposições temporárias. Há ainda um mezanino, que pode ser acessado por uma escadaria e funciona como uma arquibancada e que, assim como os próximos pisos, se abrem para um grande átrio central: uma característica que Pawson quis preservar, pois foi algo que o impressionou quando visitou o prédio vazio. No primeiro piso, as circulações funcionam como galerias, abrigando também a biblioteca, salas de estudo e seminários e o Swarovski Foundation Centre for Learning. No segundo e último pavimento, é possível encantar-se com as aberturas, os jogos de luz natural e sombras, proporcionados pela incrível cobertura, que se retorce e cria ângulos impressionantes. Conta também com um restaurante, um lounge para membros, banheiros, mais salas de estudo e salas de exposições temporária e permanente.

DM_MM (33)
“Vitrine” de objetos que impactaram o dia-a-dia – Foto: Ana Paula Barros (Maio/2018)

A exibição permanente “Designer Maker User” é uma homenagem à criatividade, trazendo projetos emblemáticos e inovadores que foram marcos na história do design e do desenvolvimento da humanidade. Estão organizados em três eixos intrinsecamente conectados: o designer, o fabricante e o consumidor final. Quase mil itens dos séculos XX e XXI estão presentes na exposição, destacando o desenvolvimento tecnológico e a importância no nosso dia-a-dia.

Vale muito a pena conferir! Veja na galeria de fotos algumas impressões da nossa visita.

Sua opinião

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s