Tudo o que você gostaria de saber sobre… Ópera!

A Ópera é um gênero de música teatral no qual uma ação cênica é harmonicamente cantada e acompanhada por instrumentos musicais. Em italiano, a palavra ‘ópera’ significa ‘obra musical, trabalho’.
As apresentações são feitas em teatros de óperas, acompanhadas por uma orquestra ou grupo musical menor. A ópera é parte da tradição da música clássica europeia e ocidental.
Suas origens remontam as tragédias gregas e os cantos carnavalescos italianos do século XIV, porém, oficialmente, a ópera surgiu no começo do século XVII, na Itália. Grande parte das óperas é apresentada em latim, italiano, francês, alemão, austríaco, russo, checo e inglês. No Brasil, Carlos Gomes é o compositor da ópera ‘O Guarani’.
Nos séculos XVII e XVIII, a ópera espalhou-se pela Europa, passando a ser apreciada, principalmente, pela burguesia e aristocracia.
Basicamente, uma ópera segue uma programação padrão. Na primeira parte (abertura) é tocada uma música pela orquestra. Logo em seguida, vem o recitativo, onde os atores ficam dialogando. Os personagens secundários participam do coro, enquanto os principais interpretam as árias (composições para voz solista).

Confira algumas das óperas mais famosas de todos os tempos:

As Bodas de Fígaro (Wolfgang Amadeus Mozart, 1786 – libreto de Lorenzo da Ponte, baseado na peça teatral de Pierre Beaumarchais) – A abertura é uma das músicas mais famosas da história.

A Flauta Mágica (Wolfgang Amadeus Mozartt, 1791 – libreto de Emanuel Schikaneder) – Ária mais famosa: ‘Der ‘Hölle Rache’ – interpretada pela personagem A Rainha da Noite (Queen of the Night), na terceira cena do segundo ato.

Carmen (George Bizet, 1875 – libreto de Henri Meilhac e Ludovic Haléry, baseado na novela de Prosper Mérimée) – Popular, a abertura é um clássico. Árias mais famosas ‘L’Amour est un oiseau rebelle (também conhecida como Habanera)’ – tocada na quinta cena do primeiro ato, ‘Seguedille’ tocada na décima cena do primeiro ato e ‘Toreador Song’ tocada na terceira cena do segundo ato.

La Traviata (Giuseppe Verdi, 1853 – libreto de Francesco Maria Piave, baseado na novela ‘A Dama das Camélias’ de Alexandre Dumas). Árias mais famosas: ‘Brindisi (também conhecida como ‘The Drink Song’ – interpretada por Alfredo e Violeta e ‘È strano… Ah! fors’è lui… Sempre libera’ – interpretada por Violeta, no final do primeiro ato.

Don Giovanni (Wolfgang Amadeus Mozart, 1787 – libreto de Lorenzo Da Ponte, baseado na lenda de Don Juan, um personagem ficcional da época).
Rigoletto (Giuseppe Verdi, 1851 – libreto de Francesco Maria Piave, baseado na obra de Victor Hugo) – Ária mais famosa: ‘La Donna É Mobille’ é tocada no terceiro ato. Entre os tenores que interpretaram, Enrico Caruso, Luciano Pavarotti, Juan Diego Flórez, Alfredo Kraus, José Carreras, Plácido Domingo e Jussi Björling.

Tosca (Giacomo Puccini, 1900 – libreto de Luigi Illica e Giuseppe Giacosa, baseado na peça de Victorien Sardou) – Ária mais famosa: ‘E lucevan le stelle’ é interpretada pelo personagem Cavaradossi na segunda cena do terceiro ato.

La Bohème (Giacomo Puccini, 1896 – libreto de Luigi Illica e Giuseppe Giacosa, baseado na vida de Henri Murger)
Turandot (Giacomo Puccini, 1926 – completado por Franco Alfano – libreto de Giuspette Adami e Reanto Simoni – baseado na peça de Carlo Gozzi) – Ária mais famosa: ‘Nessum Dorma’, interpreta pelo personagem Calaf no final do último ato.

O Barbeiro de Sevilha (Giochino Rossini – libreto de Cesare Sterbini – baseado na comédia teatral de Pierre Beaumarchais) – Ária mais famosa: ‘Largo al factotum’, interpreta na primeira entrada do personagem título.

Madame Butterfly (Giacomo Puccini, 1904 – libreto de Luigi Illica e Giusepe Giacosa – baseado na novela ‘Madame Chrisanthème de Pierre Loti) – Ária mais famosa: ‘Un bel di vedremo’, interpreta pela personagem Cio-Cio San/Madame Butterfly, no final do segundo ato. Ela tocou no filme ‘Atração Fatal’, na cena de almoço entre os personagens de Glenn Close e Michael Douglas.

Aida (Giuseppe Verdi, 1871 – libreto de Antonio Ghislanzoni – baseado no diário de Auguste Mariett).
Così Fan Tutte (Wolfgang Amadeus Mozart, 1790 – libreto de Lorenzo Da Ponte)
O Anel de Nibelungen (Richard Wagner, 1876) – A música do início do terceiro ato ‘Cavalgada das Valquírias’ tornou-se famosa no cinema americano desde ‘O Nascimento de Uma Nação’, de 1915. Em 1979, fez parte da trilha sonora de ‘Apocalypse Now, de 1979.

Tristão e Isolda (Richard Wagner, 1865 – Baseado na lenda medieval contada por Gottfried von Straßburg)

Otello (Giuseppe Verdi, 1887 – libreto de Arrigo Boito – baseado na peça de Shakespeare)
Norma (Vinzenzo Bellini, 1831 – libreto de Felice Romani) – Ária mais famosa: ‘Casta Diva’, interpretada pela personagem título no primeiro ato. É considerada o melhor momento da cantora grega Maria Callas.

Lucia di Lammermoor (Gaetano Donizetti, 1839 – libreto de Salvatore Cammarano) – Ária mais famosa: ‘Eccola’ – também conhecida como ‘The Mad Scene’ (ato 3, cena 9) é considerada um veículo para sopranos coloratura, exigindo grande preparo vocal. A australiana Joan Sutherland é considerada sua melhor intérprete.

Cavalleria Rusticana (Pietro Mascaghi, 1890 – libreto de Giovanni Targioni)
La Cenerentola (Giochino Rossini, 1817 – libreto de Jacopo Ferretti – baseado no conto de Charles Perrault ‘Cinderella’) – Ária mais famosa ‘Nacqui all’affanno’, interpreta pela personagem Angelina, na quinta cena do segundo ato.

Porgy and Bess (George Gershwin, 1935 – libreto de DuBose Heywart e Ira Gershwin) – Ária mais famosa: ‘Summertime’ é interpreta por Clara para embalar seu bebê na cena dois do primeiro ato.Tornou-se uma das canções mais famosas dos EUA.

Guilherme Tell (Gioachino Rossini, 1829 – libreto de Étienne de Jouy e Hppolyte Bis – baseado na peça de Friedrich Schiller) – Imortalizada por uma cena no filme ‘Laranja Mecânica, de 1972.

Manon Lescaut (Giacomo Puccini, 1731 – libreto de Giuseppe Giacosa e Luigi Ilica – basedo na novela de Abade Prévost)
Orfeo e Euridice (Chistopeh Willibald Gluck, 1762 – libreto de Raniei de’ Calzabigi)
Andrea Chenier (Umberto Giordano, 1896 – libreto de Luigi Illica) – Ária mais famosa: ‘La Mamma Morta’, interpretada personagem Maddalena, no terceiro ato. Tocou numa famosa cena com o ator Tom Hanks no filme ‘Filadélfia’ de 1993, interpretada por Maria Callas.

Gianni Schicchi (Giacomo Puccini, 1917 – libreto de Giovacchino Forzano) – Ária interpreta pela personagem Lauretta, ‘O mio babbino caro’ é famosa.

Paggliacci (Ruggero Leoncavallo, 1892) – Árias mais famosa: ‘Vesti la giubba’, interpretada pelo personagem Canio, no final do primeiro ato.

Jorge Marcelo Oliveira @ Divulgação

Artigo assinado por Jorge Marcelo Oliveira – Fonte: Coluna de Buster McDermott para o site Ranker