Tudo o que rolou no MET Gala 2019

Baile de abertura da exposição anual do Instituto de Moda do Metropolitan Museum of Art em Nova York, o MET Gala 2019 apostou no tema Camp. Para desespero do povo do ‘politicamente correto’, o tema é tudo aquilo que foge das cartilhas das ‘Consultoras de Moda’, ‘Coach’… Ou seja: liberdade.
Moda é liberdade, é óbvio, mas numa Era com tanta gente se profissionalizando para dizer o que você deve ou não vestir, seguir o seu desejo, sem se preocupar ‘com o que o outro pensa a seu respeito’ deveria ser um mantra em nome da felicidade. Certo?

Mandatory Credit: Photo by David Fisher/REX/Shutterstock – Jared Leto – Costume Institute Benefit celebrating the opening of Camp: Notes on Fashion, Arrivals, The Metropolitan Museum of Art, New York, USA – 06 May 2019

Pois bem… O tema celebra o ensaio ‘Notes on Camp’, da escritora feminista Susan Sontag, escrito em 1964, no qual o conceito da estética perfeita é virada de cabeça para baixo em prol ao mau-gosto, o over ou a provocação. Melhor para definir o conceito é a figura da Drag-Queen – artistas masculinos que se maquilam e vestem trajes inspirados no universo feminino, mas com farta dose de exagero. Uma drag queen não quer se parecer com uma mulher. Ela quer ultradimensionar os conceitos do feminino numa figura caricata e artificial. Camp pode ser definido com algo ‘barato’ – como uma loja de Ching Ling nos centros das cidades. E, principalmente, camp é o universo fora da casinha que transita entre o divertido e o fora do contexto.

Mandatory Credit: Photo by Charles Sykes/Invision/AP/REX/Shutterstock – Billy Porter attends The Metropolitan Museum of Art’s Costume Institute Benefit celebrating the opening of Camp: Notes on Fashion, Arrivals, The Metropolitan Museum of Art, New York, USA – 06 May 2019

Em uma entrevista com o New York Times, Andrew Bolton, curador do Met Costume Institute e idealizador do tema deste ano, arrisca que retorno do camp no zeitgeist é resultado do nosso momento político, social e cultural que vivemos.

“Estamos passando por um momento extremo do camp, e pareceu muito relevante para a conversa cultural olhar para o que muitas vezes é descartado como frivolidade vazia, mas pode ser, na verdade, uma ferramenta política muito sofisticada e poderosa, especialmente para culturas marginalizadas”, disse Bolton ao jornal americano completando: “Trump é muito camp”.

 

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