Documentário sobre a dupla WHAM! na Netflix

Em 1982, os amigos adolescentes George Michael e Andrew Ridgeley sonhavam em fazer sucesso na música. Eles criam o duo WHAM!. Muito jovens, eles demoraram para engrenar. Porém, depois de muito perrengue, uma ligação telefônica para se apresentar num programa da TV britânica mudaria o destino da dupla.

Foram quatro anos de carreira, cinco álbuns (“Fantastic”, “Make It Big”, “Music from the Edge of Heaven” e as coletâneas “The Final”, lançada apenas no Reino Unido e “The Best of Wham!: If You Were There”, lançada em 1997), que venderam mais de 40 milhões de cópias em todo o mundo.
O tempo que passaram sob os holofotes foi intenso, e eles se tornaram o primeiro grupo pop ocidental a tocar na China. Foi um momento que representou não só a juventude dos dois, mas também dos milhões de fãs que conquistaram.

Entendendo que era necessário dar um passo além em sua carreira, George resolveu – em comum acordo com Andrew- a terminar o grupo. Detalhe: eles estavam no auge e amizade permanecia a mesma.

Em junho de 1986, a dupla fez seu último show no estádio de Wembley, reunindo os hits que dominaram a década, como “Club Tropicana”, “Wake Me Up Before You Go Go”, “Freedom”, “I’m Your Man” e “Last Christmas”.
WHAM! tem direção de Chris Smith (A Máfia dos Tigres, Robert Downey Sr.) e produção de John Battsek (De Tirar o Fôlego) e Simon Halfon (Supersonic).

Documentário Wham na Netflix @ divulgação

Com acesso aos arquivos pessoais de George e Andrew, incluindo imagens inéditas e entrevistas raras e sinceras, o documentário mostra a incrível trajetória da dupla, de colegas de escola a estrelas do pop.

PLUS

No ano seguinte, em carreira solo, George fez um sucesso avassalador. Seu primeiro álbum solo “Faith” vendeu mais de 10 milhões de cópias. Ganhou o Grammy de Álbum do Ano. Cravou quatro lugares entre as canções mais ouvidas. O clipe “Sex” foi um dos assuntos do ano. George Michael foi o astro de 1997.

No total, sozinho, George vendeu 125 milhões de cópias, além de vencer o Grammy, Brit Award, Billboard, entre outros.
Mesmo não se aprofundando na questão, o documentário não deixa de fora a longa angústia de George para esconder sua homossexualidade, que só assumiria em 1998, quando foi preso por ato obsceno num banheiro público e por posse de drogas.

Como um plus, a Paramount + exibe em seu catálogo o ótimo “George Michael – A Different Song”, documentário que acompanha a vida do artista até 2004. Recomendo!