Uma das atrações do projeto Iguatemi Plural, a empresária-jornalista-escritora Costanza Pascolato falou sobre seu livro “Confidencial – Segredos de Moda, Estilo e Bem-Viver”, e muito mais, neste sábado, 17 de abril, no Espaço Iguatemi.
O delicioso bate-papo foi ancorado pela apresentadora Patrícia Paes, Costanza falou sobre o livro, além de outras questões formuladas pela platéia.
Num estilo que foge completamente dos manuais sobre gente da moda, Costanza esbanjou bom-humor, que, aliás, ela também manteve quando conversou rapidamente com este blogueiro, minutos antes de sua apresentação.
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Sobre o bom-humor que permeia seu livro, ela lembrou os ingleses que afirmam que o bom-humor é de fundamental para uma pessoa elegante e inteligente. Que aprendeu, desde muito cedo, com sua família a importância da alegria na vida das pessoas. Contrariando a regra que o mundo da moda é permeado de pessoas pernósticas, Costanza afirma que, sim, existe algumas pessoas jovens que acabam acreditando que o “carão” é bacana. Contudo, quando estes mesmos vão amadurecendo, percebem que isto é uma tremenda bobagem.
Sobre Regina Guerreiro, ela revelou sua extrema admiração pela profissional, afirmando com todas as letras o quanto Regina foi excelente em vários campos da moda, apesar de língua ferina e os longo período dos anos 70, que Regina se colocava como sua inimiga. Que, depois, virou uma bobagem.
Sobre os anos 00 do novo milênio, ela contou que tanta coisa aconteceu, tantas idas e vindas, que o que realmente chama a atenção é a rapidez de informação e o quanto o consumidor ficou mais antenado.
Sobre o fim da palavra tendência, ela contou que, no varejo esta palavra não deixará de existir tão cedo, pois ele precisa disto para se orientar. Contudo, ela perdeu a força neste milênio, diante da quantidade de influências e viagens no tempo que a moda faz. Ela recomenda o usa da palavra “proposta”.
Com exclusividade, ela revelou para Mondo Moda que os anos 50 são os próximos anos que serão exaustivamente referenciado nas novas coleções de verão e inverno 2011.
Não gosto de superlativos, tipo “a melhor”, “a referência”, “o ícone” da moda e tudo mais.
São termos que reduzem a importância de todos, diante de uma única eleita.
Mas é impossível não admitir o quanto Costanza é uma figura chave na história da moda brasileira. Seja como participante, quanto como observadora, ela tem uma clareza, uma coerência única e uma verdade, que poucas têm (ela revelou que no dia anterior, deu uma ordem errada sobre o pedido de uma compra de tecido para a produção da coleção de verão 2011, que a diretora criativa Clô Orosco, da marca Huis Clos teve um surto (Costanza é diretora da Indústria Santaconstancia – fundada em 1948 por sua mãe, Gabriela Pascolato).
Confesso que admiro pouquíssimas pessoas e muito menos sou fã incondicional de alguém, mas Costanza realmente é uma mulher admirável.




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