Instituto Tomie Ohtake apresenta: Vânia Mignone “De tudo se faz canção”

O Instituto Tomie Ohtake apresenta a exposição De tudo se faz canção que da artista campineira Vânia Mignone, das 11h às 15h, de 01 de abril a 04 de junho. Curadoria de Priscyla Gomes.
Com um amplo panorama, a exposição, com mais de uma centena de obras, resgata os percursos da artista nos mais diversos formatos: desenhos, colagens, ilustrações para obras literárias, capas de discos, gravuras e pinturas.

Vânia Mignone – Sem Título – 2011 – Acrílica sobre MDF @ Edoauard Fraipont

O conjunto reunido chama atenção pela vivacidade das cores, pela expressividade de figuras em grande dimensão, além da diversidade de suportes e técnicas que aparecerem conjugados, mostrando um vasto universo de experimentação, em que referências da propaganda, do design, do cinema, das histórias em quadrinhos e da música convivem com trabalhos em escalas distintas.

Vânia Mignone – Sem Título – 2013 – Acrílica sobre MDF @ Edouard Fraipont

A mostra empresta seu título de um verso da música Clube da Esquina nº 2, de Milton Nascimento, Lô e Márcio Borges, composta para o álbum homônimo de 1972. A partir das conversas entre a curadora e a artista, a proposta foi resgatar a importância da MPB no processo criativo de Vânia. A artista paulista faz recorrente alusão ao seu anseio de fazer de sua pintura canção, contagiando aquele que a observa.
O mural em grande escala e cores vibrantes dedicado ao recente episódio da tragédia humanitária yanomami, prossegue a curadora, não nos deixa esquecer que fazer canção é também refletir sobre o silêncio e suas consequências, sobre como narrar o desmedido e o intragável.

Sobre a artista

Vânia Mignone – Sem Título 2021 – Acrílica sobre MDF @ Filipe Berndt

Nascida em Campinas, em 1967, Vânie é Bacharel em Publicidade e Propaganda pela PUC-Campinas e em Educação Artística pela UNICAMP. Entre suas exposições individuais destacam-se: Ecos, Museu de Artes Visuais da UNICAMP, Campinas [2019]; Eu poderia ficar quieta mas não vou, SESC, Presidente Prudente [2017]; Casa Daros, Rio de Janeiro; Cenários, Museu de Arte Contemporânea da USP, São Paulo [2014].

Vania Mignone – Sem Título – 2009 – Acrílica sobre MDF @ Everton Ballardin

Participou de diversas exposições coletivas como: Por um sopro de fúria e esperança, Mube, São Paulo [2021]; Crônicas Cariocas para Adiar o Fim do Mundo, Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro [2021]; Língua Solta, Museu da Língua Portuguesa, São Paulo [2021]; 1981/2021: Arte Contemporânea Brasileira na Coleção Andrea e José Olympio Pereira, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro [2021]; Mulheres na Coleção do MAR, Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro; Mínimo, Múltiplo,Comum, Pinacoteca, São Paulo; 33ª Bienal de São Paulo – Afinidades Afetivas, Fundação Bienal, São Paulo [2018].
Anote: Instituto Tomie Ohtake (Av. Faria Lima 201 – Entrada pela Rua Coropés 88 – Pinheiros, São Paulo)