Tomie Ohtake inspira nova temporada do Balé da Cidade de São Paulo

O Balé da Cidade de São Paulo inicia sua nova temporada de apresentações no palco do Theatro Municipal de São Paulo nos dis 07, 08, 09, 11, 12, 13, 14 e 16 de junho. Os ingressos variam entre R$12,00 a R$87,00 (inteira), com classificação livre e 80 minutos com intervalo.
O espetáculo é uma remontagem de Horizonte+, de concepção e coreografia de Beatriz Sano e Eduardo Fukushima, criada a partir da relação entre as práticas corporais asiáticas e a filosofia oriental. Partindo de uma pesquisa sobre o movimento com corpos que operam em perspectivas diferentes, a obra trabalha com o universo artístico de Tomie Ohtake.

Balé Cidade de São Paulo – Horizonte @ Crédito Rafael Salvador

Na mesma noite será apresentada a peça inédita Piedad Salvaje, da artista cubana Judith Sánchez Ruíz, cujo trabalho é norteado por questões como casualidade e complexidade humana, improvisação, comunidade e ativismo.

Horizonte+

Sem Título – Obra Tomie Ohtake, 1996 @ Reprodução

A coreografia Horizonte+ foi criada a partir da partitura coreográfica, a princípio, feita e dançada por pelos dois coreógrafos paulistas Beatriz Sano e Eduardo Fukushima, com música ao vivo do baterista Chico Leibholz.

A peça foi composta na relação entre as práticas corporais asiáticas, que os artistas vêm estudando, e o universo de criação da artista visual nipo-brasileira Tomie Ohtake (1913-2015). Ohtake é reconhecida por suas pinturas abstratas e geométricas e, também, pelas suas esculturas pendulares, de cores vibrantes e escalas diversas.
Para os 32 bailarinos do Balé da Cidade de São Paulo foi possível alargar a escala da peça original, somando e diversificando a partitura coreográfica. A obra acontece na paisagem horizontal dos corpos, que oscilam entre arranjos geométricos imperfeitos, formando espaços vazios. A trilha sonora foi composta simultaneamente à criação da partitura coreográfica, e é executada ao vivo por Chico Leibholz. Repetições e variações são acentuadas e fazem vibrar, não só a pele das paredes da Sala de Espetáculo.