A jornada rumo à maior honraria do cinema mundial é uma maratona de fôlego que se estende por meses. A temporada de premiações tem seu pontapé inicial em dezembro, com os vereditos das associações de críticos estadunidenses (como as de Nova York, Los Angeles e Chicago).
Esses grupos funcionam como o primeiro filtro de qualidade, pavimentando o caminho para as premiações televisionadas de grande alcance — Globo de Ouro, Critics Choice e BAFTA — e para os cruciais prêmios dos Sindicatos (Produtores, Diretores, Atores e Roteiristas), que representam o voto dos próprios profissionais da indústria.
Todo esse ecossistema serve como um termômetro do que podemos esperar na noite do Oscar 2026, que acontecerá no domingo, 15 de março.

O filme de Paul Thomas Anderson surge como o favorito da temporada. Com 25 vitórias na categoria de Melhor Filme, a obra estabeleceu um domínio claro na temporada de crítica, sendo desafiada majoritariamente por Pecadores, que acumula 15 troféus.
A força do longa se estende à categoria de Melhor Direção, onde Anderson lidera com 23 vitórias, contra 14 de Ryan Coogler.
No campo dos roteiros, a divisão é clara: Pecadores é o favorito em Roteiro Original (21 vitórias), enquanto Uma Batalha Após a Outra reina em Roteiro Adaptado, com impressionantes 26 vitórias.
Nas categorias de atuação, os dados apontam para tendências distintas:

Melhor Atriz: Jessie Buckley (Hamnet) é o nome a ser batido, com 24 vitórias. Sua principal concorrente é Rose Byrne, que conquistou 17 prêmios por seu papel em Se Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria.
Melhor Ator: Timothée Chalamet (Marty Supreme) lidera o ranking com 17 vitórias, mas Michael B. Jordan (Pecadores) segue de perto com 13, mantendo a disputa aberta. Wagner Moura (O Agente Secreto) aparece entre os destaques da temporada da crítica, com vitórias importantes em associações como Globo de Ouro, Boston Online, International Cinephile Society e o círculo online de Nova York, além do prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes.
Coadjuvantes: Amy Madigan (A Hora do Mal) é a recordista absoluta da temporada em qualquer categoria, acumulando 26 vitórias como Atriz Coadjuvante. Já entre os homens, Benicio Del Toro (Uma Batalha Após a Outra) lidera com 18 troféus, seguido por Sean Penn com 11.

Um dos pontos mais celebrados desta temporada é o desempenho de O Agente Secreto. O filme brasileiro não apenas figura entre os mais premiados na categoria de Filme Internacional (com 10 vitórias), mas também impulsionou Wagner Moura e o diretor Kleber Mendonça Filho a conquistas individuais em associações de prestígio, como o International Cinephile Society e o círculo de críticos de Nova York.
Seu maior concorrente é o norueguês Valor Sentimental (22 vitórias), seguido pelo francês Foi Apenas Um Acidente (11 vitórias).

Embora a crítica aponte o caminho, o voto dos Sindicatos e a etapa final da Academia podem trazer reviravoltas. Se a tendência da crítica se confirmar, Uma Batalha Após a Outra pode repetir o padrão de outros vencedores dominantes da temporada, enquanto Jessie Buckley e Amy Madigan despontam como as performances mais consensuais do ano.
