Ruth de Souza foi a primeira atriz brasileira a concorrer a um prêmio de interpretação feminina num Festival de Cinema internacional. Isso aconteceu em 1953, quando Ruth estava no páreo no Festival de Cinema de Veneza (Itália), por sua atuação no filme “Sinhá Moça” – as outras concorrentes eram Katharine Hepburn, Michele Morgan e Lili Palmer, a vencedora.
Mesmo não levando o prêmio, a honra de ser indicada a concorrer a este prêmio foi um divisor de águas na carreira desta grande atriz brasileira. E imagine ainda sendo uma atriz “negra”?
Esta informação é apenas uma das muitas que constam no livro “Ruth de Souza: a estrela negra”, da escritora Maria Ângela de Jesus, da coleção Aplauso Perfil, editado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.
Rara oportunidade para conhecer a carreira desta importante atriz do cinema, televisão e teatro brasileiro, numa obra recheada de relatos bastante pessoais, contados pela própria atriz, além de oferecer uma galeria com belíssimas fotos do seu arquivo pessoal (e de colaboradores).
Além da importância de conhecer um pouco da carreira da atriz, o livro ainda serve para mostrar alguns aspectos do dilacerante processo da discriminação racial e a forma (e também a estratégia) que a artista conseguiu sobreviver.
Mammy
Esta informação é apenas uma das muitas que constam no livro “Ruth de Souza: a estrela negra”, da escritora Maria Ângela de Jesus, da coleção Aplauso Perfil, editado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.
Rara oportunidade para conhecer a carreira desta importante atriz do cinema, televisão e teatro brasileiro, numa obra recheada de relatos bastante pessoais, contados pela própria atriz, além de oferecer uma galeria com belíssimas fotos do seu arquivo pessoal (e de colaboradores).
Além da importância de conhecer um pouco da carreira da atriz, o livro ainda serve para mostrar alguns aspectos do dilacerante processo da discriminação racial e a forma (e também a estratégia) que a artista conseguiu sobreviver.
MammyNuma das passagens, Ruth conta a estória da sua chegada ao estúdio para seu primeiro trabalho na Vera Cruz para fazer o filme “Terra é Sempre Terra”.
O diretor Abílio Pereira de Almeida, ficou visivelmente decepcionado com a visão que teve.
Ruth, então, jovem e bastante magra (pesava 45 quilos), não era o estereótipo que ele tinha da mulher negra.
Ele exclamou: “Você é muito magra!”. Não satisfeito, completou: “Eu pensei que você fosse uma mulher gorda”.
Ruth, bastante preparada para estas situações, respondeu na lata: “Mas você já viu colona gorda? Você está me confundindo com a Mammy, de … E O Vento Levou”.
Apesar do absurdo da situação, ela acabou entendendo o diretor e viraram amigos depois disso.A emocionante vida da atriz é uma aula de história para conhecer os bastidores do mundo artístico brasileiro – cheio de olhares equivocados e racistas.
Interessante observar que a generosidade da atriz é tanta, que você não irá encontrar uma linha sequer de mágoa.
O livro de Ruth de Souza custa R$ 10,00.
O livro de Ruth de Souza custa R$ 10,00.

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