O emocionante livro sobre As Frenéticas é leitura obrigatória

“Abra suas asas
Solte suas feras
Caia na gandaia
Entre nessa festa…”
Quem nunca dançou ao som da canção ‘Dancin’Days’, hit do grupo As Frenéticas, que foi tema de abertura de uma novela global de 1978, do autor Gilberto Braga, com a estrela internacional Sônia Braga?
Pois é. 40 anos depois, a canção é um clássico. Provavelmente as novas gerações não saibam nada sobre ela, mas, certamente, ouviram em algum lugar. Seus pais (ou avós, depende), porém, sabem a letra de cor. Também terão uma estória de alguma festa embalada pela música interpretada pelas cinco garotas cariocas e uma paulista, que formaram a primeira ‘Girl Band’ do Brasil. Ano: 1976.

As Frenéticas Dezembro de 1978 @ Memória Globo

Sandra, Regina, Lidoka, Dudu, Leiloca e Edir surgiram na ‘cena’, quando o jornalista e agitador cultural Nelson Motta foi convidado a abrir uma boate no local que abriria um shopping-center. Entre as atrações, a casa contratou ‘garçonetes/cantoras’. Num determinado momento da noite, elas assumiam o controle da noite. Atrevidas, ousadas e irreverentes, em duas semanas, elas se tornaram o sucesso da casa.
Com o fechamento da casa, elas voltaram a ficar desempregadas, mas não pararam de ensaiar em outro espaço. Um dia, conseguiram ganhar um single com uma música do Gonzaguinha. Conseguiram espaço nas rádios. Em seguida, uma letra de Nelson Motta ganhou música de Rita Lee e Roberto de Carvalho – com algumas ‘intervenções’. Virou ‘Perigosa’.

Em junho de 1978, estreava a novela ‘Dancin’Days’, com tema de abertura das garotas. Um mês depois, a novela era uma febre nacional, influenciando moda, comportamento, música e tudo mais que pudesse ser absorvido pela cultura pop.

As Frenéticas Caia na Gandaia 1978 @ Reprodução

Foi o auge. Elas se jogaram em apresentações em televisão, gravaram discos, fizeram shows em estádios daqui, da América Latina e da Europa. Tornaram-se um fenômeno de uma geração que desejava diversão e alívio aos problemas externos que afligiam o país – que vivia no regime ditatorial.

Quatro discos depois (‘As Frenéticas’, ‘Caia na Gandaia’, ‘Soltas na Vida’ e ‘Babando Lamartine’), as coisas começaram a esfriar. Sandra e Regina saíram do grupo. Os tempos eram outros.

Livro ‘As Tais Frenéticas – Eu Tenho Uma Louca Dentro de Mim’ – Sandra Pêra @ divulgação

A deliciosa e nostálgica trajetória do grupo é tema do livro ‘As Tais Frenéticas – Eu Tenho Uma Louca Dentro de Mim’, assinado por Sandra Pêra, lançado em 2008, que terminei de ler.
Divertido, sincero e cheio de lembranças emocionantes, a obra é uma viagem no universo das garotas de 20 e poucos anos que, antes de tudo, queriam se divertir. Sem pieguice, é uma obra obrigatória para entender o que é cultura pop no Brasil de um momento único, no qual a diversão tinha um misto de frescor com alegria.

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