A Arquitetura da Culpa e o Controle dos Nossos Corpos

No livro Vigiar e Punir (1975), o filósofo francês Michel Foucault analisou como o exercício do poder mudou drasticamente a partir da Primeira Revolução Industrial na segunda metade do século XVIII. Até então, o poder era exercido pelos reis de forma brutal, punitiva e visível, como em praças públicas através da tortura e execuções. O corpo era destruído para mostrar quem mandava. Com a modernidade … Continuar lendo A Arquitetura da Culpa e o Controle dos Nossos Corpos

Aos 96 anos, June Squibb se torna a atriz mais velha a concorrer ao Tony Awards

June Squibb nos lembra, com a graça de quem compreendeu a essência da arte, que a criatividade não tem prazo de validade. Aos 96 anos, a atriz estadunidense acaba de inscrever seu nome na história do teatro ao receber sua primeira indicação ao Tony Awards. A façanha, celebrada pelo mundo cultural, coroa uma trajetória de dedicação, paixão e uma vitalidade que transcende o tempo. Sua … Continuar lendo Aos 96 anos, June Squibb se torna a atriz mais velha a concorrer ao Tony Awards

59 Frames: A Maturidade Nítida e o Poder do Agora

Chegar aos 59 anos, em 2026, não é um exercício de contagem regressiva, mas de foco absoluto. Existe um conceito que defino como Maturidade Nítida: aquela que dispensa artifícios, filtros de nostalgia ou a busca ansiosa por um futuro que ainda não nos pertence. Ter 59 anos hoje, para mim, é compreender que a precisão de um texto, a criação de uma biojoia ou a … Continuar lendo 59 Frames: A Maturidade Nítida e o Poder do Agora

Série As Panteras completa 50 anos

“Era uma vez três garotas que ingressaram na academia de polícia. E cada uma deles recebeu missões muito perigosas para cumprir. Mas eu as livrei de tudo isso e agora trabalham para mim. O meu nome é Charlie.” Estas palavras foram ouvidas todas as semanas entre 1976 e 1981 durante a abertura da série “As Panteras” (Charlie’s Angels, no original). À medida que cada uma … Continuar lendo Série As Panteras completa 50 anos

O Grito de Edvard Munch

A arte moderna tem a sua própria Mona Lisa e ela não sorri placidamente. Ela grita. “O Grito” (Skrik, em norueguês), criado por Edvard Munch em 1893, abandonou o ideal renascentista de serenidade para definir visualmente a nossa era, uma época fragmentada pela ansiedade, incerteza e pela fragilidade da saúde mental. A imagem de uma figura andrógina em pura agonia sob um céu cor de … Continuar lendo O Grito de Edvard Munch

Mutantes – Capítulo 4: Azazel, Cheyarafim, Mística e Sina

Se no capítulo anterior da Saga Mutantes exploramos em Exodus o elo inquebrável com o sagrado, agora mergulhamos nas sombras e nas máscaras da evolução. Entre o estigma visual de Azazel, a beleza excludente dos Cheyarafim e a subversão radical do casal Mística e Sina, o quarto capítulo da nossa saga investiga o conceito de passing e a sobrevivência nas margens. O nome Azazel vem … Continuar lendo Mutantes – Capítulo 4: Azazel, Cheyarafim, Mística e Sina

Onde assistir aos filmes indicados ao Oscar 2026

Oscar 2026 acontecerá no domingo, 15 de março, às 20h (horário de Brasília), com transmissão pelo canal fechado TNT e nas plataformas de streaming HBO Max e Globoplay. Na TV aberta, a Globo começará a exibir após o Fantástico, ou seja, só Deus sabe o horário. A 98ª edição dos prêmios da Academia ganhou interesse popular, graças as cinco indicações para o Brasil: quatro (Filme, … Continuar lendo Onde assistir aos filmes indicados ao Oscar 2026

DOSSIÊ HOLLYWOOD: A Máquina de Moer Mulheres Pensantes

No início de março, Susan Sarandon, uma das maiores lendas vivas do cinema, revelou que se tornou persona non grata em Hollywood. Demitida por sua própria agência de talentos (UTA) e com as portas dos grandes estúdios estadunidense fechadas após seus posicionamentos políticos sobre Gaza, a vencedora do Oscar precisou buscar “asilo criativo” no cinema independente da Itália e da Espanha. Nas palavras da própria … Continuar lendo DOSSIÊ HOLLYWOOD: A Máquina de Moer Mulheres Pensantes

Em “Maurice” (1987), o amor ousou dizer o seu nome

Existem obras que servem como marcos divisórios na história da representação LGBTQIAP+ na literatura e no cinema. Maurice ocupa um dos primeiros lugares dessa lista. Sejam nas páginas escritas por E.M. Forster no início do século XX ou na lente sofisticada de James Ivory em 1987, a história de Maurice Hall é um manifesto de resistência: o direito de amar, de ser feliz e de … Continuar lendo Em “Maurice” (1987), o amor ousou dizer o seu nome

Mutantes – Capítulo 3: Imortalidade e Sobrevivência nas Sombras

Após o declínio das civilizações mutantes ancestrais, o Gene X não desapareceu; ele se camuflou. Enquanto o mundo atravessava a Idade Média, o Renascimento e a Revolução Industrial, uma elite de mutantes de vida longa operava nas frestas da história oficial. Esta aristocracia da sobrevivência não buscava a integração, mas a permanência através do acúmulo de influência e poder militar. Para esses indivíduos, a mutação … Continuar lendo Mutantes – Capítulo 3: Imortalidade e Sobrevivência nas Sombras