Na coleção do verão 2011, Miuccia Prada usou coloridas listras, estampas paisley, macacos e outros bichos, que rapidamente lembrou surgiu o nome de sua inspiração: Josephine Baker.Nascida Frida Josephine McDonald, filha da lavadeira Carrie McDonald e do músico Eddie Carson, em 1906, Josephine teve uma infância desgraçada em Saint Louis, Missouri, sul dos Estados Unidos. Algumas vezes, dançava nas ruas para ganhar algumas moedas. Como a mãe, a irmã e uma tia, trabalhou como lavadeira na casa de senhoras, digamos, ‘gente boa (uma delas chegou a lhe escaldar as mãos porque tinha gasto muito sabão…)’.
Um dia, Josephine arrumou emprego como camareira da cantora negra Clara Smith. Um dia, substituiu uma das coristas. Aos 15 anos, casou- se com William Howard Baker e ganhou seu sobrenome famoso. Contudo, o casamento terminou dois anos depois, quando o racismo que gritava em Saint Louis.
Paris
Jean Cocteau a descreveu como “um ídolo de aço escuro e bronze, ironia e ouro“. Seguiram-se apresentações nos Folies Bergères (onde usou pela primeira vez a famosa tanga com bananas) e no cassino de Paris. No Chez Josephine, ela mostrava todas as noites uma dança que trouxera do sul dos EUA e que ninguém ainda conhecia na Europa: o Charleston.
No auge do sucesso, mandou estofar os assentos do seu carro esporte com couro de cobra. Seu animal doméstico era um leopardo. Seus cachês milionários lhe permitiam todo tipo de extravagância. Através do diretor de teatro Max Reinhard, a estrela exótica passou a apresentar-se também em Berlim.
Em Berlim, Josephine Baker teve o seu primeiro contato com o racismo na Europa. Os nazistas começavam a ganhar terreno. Com vaias, os simpatizantes do nazismo impediam suas apresentações. Em alguns jornais, ela era difamada como “macaca”. Como penitência “pelos graves delitos contra a moral, cometidos por Josephine Baker”, a cidade de Viena mandou celebrar missas especiais durante as suas apresentações.
Résistance
No final dos anos 1960, parou de se apresentou e começou a ter dificuldades financeiras. Sabendo disto, a princesa Grace de Mônaco ofereceu uma casa no Principado. Baker apresentou-se então em Mônaco, com grande sucesso, em 1974.
Josephine Baker esteve no Brasil pela primeira vez em 1929. Apresentou-se no Teatro Cassino, no Rio de Janeiro. Voltou em 1952 e contracenou com Grande Otelo no show “Casamento de Preto”, onde cantava “Boneca de Piche” em português. Em 1963 fez uma temporada no Copacabana Palace e apresentou-se no Teatro Record, em São Paulo. Esteve pela última vez no Brasil em 1971, no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e em Porto Alegre.

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