Coluna ‘O que os homens vestem’ assinada por Renan Gazotto Decresci
Selfie Renan Gazotto Decresci @ Reprodução
Em meados de 2015, ainda ouço os burburinhos de que homem não têm que se importar com a moda e aparência.
Nascido e criado em cidade do interior vejo isso com frequência acontecer em meu dia-a-dia. Ainda bem que as mudanças estão cada vez mais visíveis e é possível enxergar quando chegamos as grandes capitais, onde é perceptível o misto de estilo perambulando pelas ruas.
Hoje em dia, os homens se preocupam mais com higiene do que com a maneira de se vestir, assim como pelo corte de cabelo, uma barba feita e um perfume bacana são as prioridades adotadas. Não que isso seja errado, muito pelo contrário. Para mim, isso é um grande progresso, mas quando o assunto é se vestir bem a questão em sí acaba se tornando um conflito desnecessário, pois a higiene e o vestir-se bem são grandes aliados.
Ser homem já não é assim tão simples no sentido de opções de vestuário e tendências. Não podemos ser hipócritas também de comparar o vestuário feminino com o masculino. Não temos vestidos, saias, babados, laços, etc, ou seja, não temos tantas opções. Ainda bem que o mercado está cada vez mais antenado e a diferenciação da moda masculina vem crescendo cada dia mais. Mas aí que está: por não termos tantas escolhas isso deveria se tornar algo extremamente simples e certeiro e não dar margem para o erro. Será que é mesmo preguiça ou uma questão de medo?
Homem brasileiro de uma maneira geral tem um estilo bem próprio. Não há uma definição muito clara, mas podemos classificar como Casual, despojado e alternativo. Não é pra menos, pois vivemos em um país quente e isso faz com que procuremos cada dia mais nos sentir confortáveis com as roupas que usamos. Mas, conforto não é um sinônimo de relaxo – que fique bem claro!
Podemos reverter essa situação sem deixar a personalidade de lado? Toda regra tem uma exceção. Mas vamos aos conselhos:
Vista-se confortavelmente;
Olhe-se no espelho – ele sempre será seu melhor amigo. Não é qualquer coisa que vai ficar bem em você;
Sinta-se bem com aquilo que está vestindo;
Não vista roupas de academia – a menos que você esteja fazendo exercício, o nome já diz, roupas de fazer exercícios são restritas para isso, já se imaginou de terno na academia? É a mesma comparação de estar em um casamento de regata e bermuda de tactel;
Vista-se de acordo com a ocasião, se for uma ocasião formal, vista uma camisa social, uma gravata, um paletó, calças sociais, cinto e sapatos limpos e atrativos, ser moderno é legal, quer ousar?
Que tal experimentar um acessório bacana?
Certifique-se de que o que você for vestir fique bem em você. O caimento é o aspecto mais importante em qualquer roupa, não importa se o estilo é legal, se não cair bem em você, não vista!
Estamos acostumados a nos acostumar com as coisas. É muito mais fácil comprar uma bermuda preta e uma camiseta branca do que ter que escolher uma estampa legal entre as básicas. Temos que encarar a margem de erro como uma experiência.
É necessária uma noção mínima de combinações e deixar de lado o medo de ousar! Se vestir bem é questão de não se acomodar criar um hábito e treinar sua visão para o não comum.
Gostei da matéria, inclusive muita gente deveria entender mais a bermuda Tactel. Eu não acho uma peça “chave” ou algo que dê para utilizar com tanta frequência. Acho uma peça abusiva, que chama bastante a atenção – para o bem ou para o mal haha.
Muito bom dissertarem um pouco sobre a moda masculina, normalmente focam tanto à moda feminina. É como dito acima, no vestuário feminino são inúmeras as possibilidades e combinações. Eu mesmo, quando vejo uma peça me pergunto se aquilo é uma blusinha, um vestido ou um tomara-que-caia (e no final, ela serve para as 03 opções haha).
That’s it! Acompanharei os posts aqui, gostei da ideia.
MONDO MODA é uma plataforma independente de jornalismo cultural e lifestyle global fundada em novembro de 2007 pelo jornalista, editor e produtor audiovisual Jorge Marcelo Oliveira. Com uma curadoria estética refinada e voltada ao consumo consciente, o espaço explora as conexões profundas entre arquitetura afetiva, artes visuais, cinema, música, moda circular, gastronomia de origem e o universo LGBTQIAPN+. A plataforma oferece um conteúdo sofisticado e humanizado, utilizando a escrita de forma sutil e elegante como uma ferramenta de resistência, acolhimento e transformação social para quem busca estilo com real propósito e consciência.
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Não tem mais desculpa para aceitarmos homens desarrumados! Ótimo artigo, muito bem escrito.
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Gostei da matéria, inclusive muita gente deveria entender mais a bermuda Tactel. Eu não acho uma peça “chave” ou algo que dê para utilizar com tanta frequência. Acho uma peça abusiva, que chama bastante a atenção – para o bem ou para o mal haha.
Muito bom dissertarem um pouco sobre a moda masculina, normalmente focam tanto à moda feminina. É como dito acima, no vestuário feminino são inúmeras as possibilidades e combinações. Eu mesmo, quando vejo uma peça me pergunto se aquilo é uma blusinha, um vestido ou um tomara-que-caia (e no final, ela serve para as 03 opções haha).
That’s it! Acompanharei os posts aqui, gostei da ideia.
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