Fashionista que é fashionista não gosta de modismo, tendência ou qualquer papagaiada popular que infesta as vitrines das lojas fast-fashion. A gente gosta de ideias que fujam do lugar comum e, principalmente, nos desafiem. Entendemos que o ‘comum’ vende, mas isso não significa que ‘ele’ nos empolga.
Na temporada Fall 2018, o plástico foi uma inusitada estrela, que brilhou nas passarelas da Gucci, Balmain, Marine Serre, Chanel, Balenciaga, Miu Miu, Pucci, Calvin Klein, Burberry, Kenzo e Margiela. Do vinil ao PVC, o material apareceu em acessórios, como botas e bolsas, assim como em casacos e vestidos.

O plástico na moda apareceu na década de 1960, quando a corrida espacial e a chegada do homem à lua despertou a fantasia do homem visitar outros planetas.
Jovens designers, como Paco Rabanne e André Courrèges, se destacaram ao introduzir o PVC e o plástico na Alta Costura. O primeiro lançou duas coleções ‘Twelve Experimental Dresses’, de 1964 e ‘Twelve Unwearable Dresses in Contemporary Materials, de 1966, que transformaram o estilista num ícone do estilo.

Courrèges – que divide com Mary Quant a responsabilidade de ter lançado a minissaia – ganhou o mundo com os plásticos metalizados, em especial nos óculos e cintos.
Ao mesmo tempo, Betsy Johnson lançou um Slip Dress que poderia ser customizado e Mary Quant lançou sua linha de calçados (Quant Afoot) composta por uma grande variedade de botas e sapatos em PVC.

Embora a febre pelo plástico esfriar no final da década, eventualmente criadores de moda continuaram a utiliza-los, apostando em texturas únicas, brilho e infinitas possibilidades de transforma-lo.

Hoje, Iris Van Herpen é o nome mais forte na construções de peças feitas de plástico com resultados únicos e inusitados. Sobre ela, em breve, escreverei com mais precisão.



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