Os Arcos do Triunfo mais famosos da Roma Antiga

O Arco de Triunfo era um tipo de construção feita pelos romanos na antiguidade, principalmente com o objetivo de celebrar grandes vitórias militares. Sua função era totalmente artística.
Eram construídos em mármore e decorados com relevos reproduzindo as cenas de batalhas com inscrições sobre as mesmas. Também era comum que uma grande estátua do general, conduzindo os soldados fosse colocada no topo do arco. Porém, como eram feitas em bronze ou outros metais de alto valor, foram saqueadas.
Apesar de 20 arcos da Roma Antiga terem sido destruídos (a maioria por terremotos), muitos arcos sobreviveram, em diferentes estados de conservação.

Arco dos Sérgios (Pula, Croácia – 27 a.C.) – Pula é uma cidade da costa da atual Croácia, que conta com diversas construções da época romana, inclusive a Arena de Pula, um dos maiores anfiteatros da antiguidade. O arco do triunfo de Pula celebrava três membros que lutaram na 19° legião na batalha naval de Áccio.

Arco dos Sérgios (Pula – Croacia 27 a.C.)

Arco de Medinaceli (Medinaceli, Espanha – 1 d.C.) – Esse é o único arco do triunfo triplo que ainda se mantém de pé na Península Ibérica. Na sua parte superior há uma inscrição que o dedica ao divino Augusto.

Arco de Medinaceli (Medinaceli, Espanha – 1 d.C.)

Arco do Triunfo de Orange (Orange, França – 26 a 27 d.C) – Esse é um dos maiores e mais antigos arcos do triunfo da Gália romana. O arco contém uma inscrição dedicada ao imperador Tibério. Acredita-se que o arco tenha sido erguido durante o reinado de Augusto (para celebrar os veteranos da Guerra de César na Gália) e, depois, teria sido reconstruído sob Tibério para celebrar as vitórias de Germânico na Germânia. Seu nome antigo era Colonia Julia Firma Secundanorum Arausio.

Arco de Orange (Orange, França – 26 a 27 d.C)

Arco de Tito (Roma – 81 d.C.) – O Arco de Tito foi construído pelo imperador Domiciano para comemorar a vitória de seu pai (Vespasiano) e seu irmão (Tito) na Rebelião da Judéia. O arco trás relevos mostrando as grandes riquezas que foram trazidas do saque de Jerusalém. Esse arco é inspiração para o famoso de Paris, criado em 1806.

Arco de Tito (Roma – 81 d.C.)

Arco de Trajano (Timgad, Argélia – 114 d.C.) – Localizada na antiga colônia Thamugadi (Timgad), esse arco foi construído por volta de 114 d.C.. O local foi fundado or Trajano em 100 d.C. e o arco servia para o propósito de glorificar o imperador e a expansão do império.

Arco de Trajano (Timgad, Argélia – 114 d.C.)

Arco de Trajano (Benevento – 114 a 117 d.C.) – O Arco de Trajano em Benevento está na entrada da cidade pela Via Ápia. Os relevos mostram Trajano no triunfo após a vitória sobre os Dácios.

Arco de Trajano (Benevento – 114 a 117 d.C.)

Arco de Adriano (Gerasa, Jordânia 129 d.C.) – Esse arco foi construído na antiga cidade de Gerasa, na atual Jordânia, para comemorar a visita do imperador romano Adriano no inverno de 129-130. O arco chama atenção por ter um frontão no topo, ao invés da base reta da maioria dos arcos, e por utilizar vários elementos arquitetônicos orientais.

Arco de Adriano (Gerasa, Jordânia 129 d.C.)

Arco de Adriano (Grécia – 131 d.C.) – Esse arco foi erguido em homenagem ao imperador Adriano e marcava a fronteira entre a velha e a nova cidade, contando com luxuosas mansões, banhos públicos e ginásios. As inscrições no arco mostram a importância que o imperador Adriano teve para a cidade. Um dos lados do arco mostra a inscrição “Essa é Atenas, a cidade velha de Teseu.”, e no outro lado a inscrição diz “Essa é a cidade de Adriano não de Teseu.”

Arco de Adriano (Grécia – 131 d.C.)

Arco de Sétimo Severo (Roma – 203 d.C.) – Esse arco foi erguido para comemorar as vitórias do imperador romano Sétimo Severo na Pártia na década final do século 2 d.C. O arco conta com três arcos internos, típico dos arcos romanos da fase final do império. Há uma inscrição no arco dedicada ao imperador e a seus filhos Caracala e Geta que “restauraram a República e expandiram o domínio do povo romano”.

Arco de Sétimo Severo (Roma – 203 d.C.)

Arco de Sétimo Severo (Líbia – 203 d.C.) – De todos os arcos do triunfo que sobreviveram da Roma Antiga, o arco de Sétimo Severo na Líbia é o maior. Com seus impressionantes 23 metros de altura, o arco celebra as vitórias de Sétimo Severo sobre os partas em 194-195. O imperador havia nascido em Leptis Magna, e foi responsável por um grande programa de construções nessa cidade e na própria capital, Roma. Esse arco se destaca por ser um Tetrápilo, ou seja, um arco de forma cúbica com um portão em cada um dos quatro lados.

Arco de Sétimo Severo (Líbia – 203 d.C.)

Arco de Caracala (Djémila, Argélia – 216 d.C.) – Construído em homenagem ao imperador Caracala, sua mãe Julia Domna e seu falecido pai Sétimo Severo. Djemila fica na área da antiga cidade romana de Cuicul (originalmente era o nome do Arco), que abriga algumas das ruínas romanas mais bem preservadas do norte da África.

Arco de Caracala (Djémila, Argélia – 216 d.C.)

Arco de Caracala (Tébessa, Marrocos – 216-217 d.C.) – Esse arco se encontra na antiga cidade romana de Volubilis, na Mauritânia Romana, atual Marrocos. Ele foi construído pelo governador local, Marco Aurélio Sebasteno, em homenagem ao imperador Caracala e a sua mãe Giulia Domna. O imperador era de ascendência norte-africana e pouco antes tinha estendido a cidadania romana aos habitantes das províncias do império. Porém, quando o arco foi terminado tanto Caracala como a sua mãe já tinham sido mortos. Seu nome original era Arco de Theveste.

Arco de Caracala (Tébessa, Marrocos – 216-217 d.C.)

Arco de Galério (Grécia – 298 d.C.) – Esse arco foi construído pelo imperador Galério (250-311) para celebrar sua campanha vitoriosa contra o Império Sassânida e a captura de sua capital Ctesifonte. O arco fazia parte de um grande complexo arquitetônico que incluía o Palácio de Galério e o Templo (Rotunda).

Arco de Galério (Thessaloniki, Grécia – 298 d.C.)

Arco de Jano (Roma – 306-337 d.C.) – O deus de duas cabeças Jano era um dos mais importantes do panteão romano. O arco de Jano não era um arco do triunfo, mas um monumento para marcar o limite nordeste do Fórum Boário, especializado na venda de gado. Seu núcleo foi construído de tijolos, e sua superfície foi depois coberta de mármore branco. Acredita-se que tenha sido construído no reinado de Constatino (306-337) e também teria sido chamado de Arco de Constantino.

Arco de Jano (Roma – 306-337 d.C.)

Arco de Constantino (Roma 312 d.C.) – O arco de Constantino em Roma celebra a vitória do imperador romano sobre seu rival, Maxêncio, na batalha da Ponte Mílvia, que deu o controle do Império a Constantino. Várias partes do monumento foram retiradas de outras construções já existentes. Há quatro painéis circulares de cada lado do arco (com 2,3 metros de diâmetro), que mostram o imperador caçando grandes animais e executando sacrifícios. Esses painéis foram retirados de um monumento em honra ao imperador Adriano e refeitos para se aproximarem da imagem do novo imperador. Também existem dois painéis circularem nas laterais feitos especialmente para esse monumento, além de diversos frisos espalhados pela construção, alguns deles retirados de monumentos de outros imperadores e outros feitos por ordem do próprio Constantino.

Arco de Constantino (Roma 312 d.C.)

Inspiração para outros países

Os arcos do triunfo romanos serviram de inspiração para muitos estados modernos erguerem seus próprios monumentos, celebrando as suas vitórias militares. O exemplo mais famoso, é claro, é o Arco do Triunfo de Napoleão Bonaparte em Paris, construído em 1806.

Arco do Triunfo (Paris – 1806) @ Foto de Nila Newson

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