
Perfeitamente normal para qualquer modelo do primeiro time, se não fosse por um detalhe: Renn tem 96 cm de quadril e usa manequim 42 – consideradas medidas de mulheres gordas (ou plus size, para usar o termo em inglês).
Contudo, depois de muita polêmica, a boa notícia: Renn deixou de se a única modelo ‘gorda’ do mercado, agora, ele tem novos nomes, como Alyona Osmanova, Gitte Lill e Marquita Pring, que surgem em editoriais de moda e campanhas publicitárias de grifes do primeiro time.
As quatro trabalham para a Ford Models, que foi uma das primeiras agências de modelos a apostar no potencial das moças. Em 1998, sua fundadora da Ford Models, Katie Ford, contratou um novo agente, Gary Dakin para lançar uma nova divisão, chamada Ford+, dedicada a modelos plus size – mulheres que usam manequim 44 ou 46. Na época, porém, elas recebiam pouca ou nenhuma atenção. Faziam trabalhos para catálogos de marcas de varejo especializadas e com muita sorte, também faziam as campanhas publicitárias. Detalhe: tinham que se maquiar ou cuidar dos cabelos, pois os clientes se recusaram a gastar com produção! Ganhavam U$ 125 a diária. Hoje, uma modelo top plus size chega a ganhar U$ 15 mil por dia!
Categorizar as meninas
Doze anos depois, a Ford+ cresceu 10 vezes mais e 2010 foi um ano histórico para a divisão da agência, que ganhou tem três bookers exclusivos.
Mas a Ford não foi a primeira agência a lançar a divisão plus size: a Guilhermina começou em 1994, com poucas. Hoje, ela tem no seu casting 55 meninas – incluindo Lizzie Miller, que ficou famosa quando posou nua para a revista Glamour há dois anos. Mas foi a Ford+ que elevou a categoria para outro patamar.
Apesar disto, a maioria das grandes agências em Nova York – incluindo Elite, Next, IMG e DNA – não têm divisões plus-size. Stephen Lee, agente da Next, diz que sua agencia não tem esta divisão porque ‘nós não queremos gostamos de categorizar as meninas’.
Sei.
Emagrecer para fazer Prada
Outro rosto que começa a se destacar é da ucraniana Alyona Osmanova, que assinou com a Ford+ há um ano. Reservada para as campanhas da Prada e Miu Miu, desistiu quando soube que teria que emagrecer. ‘Era inverno, eu estava desfilando na Semana de Moda e não teria como pensar em dieta para poder caber naqueles vestidos’, contou. Mas isto não a desanimou.
Sua carreira mudou de rumo quando trocou a Supreme pela Ford+. Ela conta que, no começo, se sentiu ‘meio estranha’ por ser uma modelo plus size numa agência conhecida por trabalhar com algumas das principais modelos (magras) do universo da moda, mas logo mudou. ‘Encontrei todas estas pessoas incríveis, que são felizes e sorriem – coisas que não são muito normais em outras agências’. Ela estará numas das próximas edições da Teen Vogue.
Paz Mundial
Neste momento, Gary Dakin trabalha para conseguir que suas modelos ‘gordas’ sejam escolhidas para as lucrativas campanhas de beleza.
Em breve, quando conseguir uma pausa na concorrida agenda de Crystal Renn, ele pretende ajuda-la na linha de roupas que ela planeja lançar. ‘Está na minha lista de prioridades, assim como a Paz Mundial’, ele brinca.
‘Nós falamos muito sobre isto, mas antes queremos uma modelo gorda na capa da Vogue América para poder tirar o peso da palavra gorda do universo destas modelos’, completa o mais ‘quente’ agente de modelos gordas do momento.
(Fonte: New York Fashion)

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