Fast-fashion é o templo do design e do preço acessível

Loja conceito da C&A @ Foto Divulgação
Loja conceito da C&A @ Foto Divulgação
As redes fast-fashion, ou lojas de departamento, como são popularmente conhecidas, estão cada vez mais fortes no mercado da moda atual. O design efêmero abordando temas atuais, tendências, parcerias e um preço acessível, soam como a combinação perfeita para os fashionistas contemporâneos.
Ao contrário dos anos 1990, as tribos urbanas não são mais influenciadoras na maneira de se vestir atualmente. Hoje, o que predomina é a personalidade e o estilo único, e essa identidade faz com que as pessoas busquem por design, conforto e aquilo que lhes agrade aos olhos, e não aos dos outros. Sendo assim, para muitos, a questão do status foi deixada um pouco de lado e o importante mesmo é estar se sentindo bem dentro da roupa, independentemente se ela está no topo da hierarquia de mercado ou não.
“Marca não é fundamental, porque tudo depende do modelo e da qualidade da roupa. Há muitas marcas desconhecidas que vestem muito bem e possuem roupas de ótima qualidade. O design e preço acessível fazem com que as lojas de departamento não deixem a desejar em relação às de marca”, afirma Ana Carolina Reis Moraes, estudante de direito.
Julia Petit e o conceito do Hi-Lo @ Foto Divulgação
Julia Petit e o conceito do Hi-Lo @ Foto Divulgação
Outra característica que virou os olhos do mercado para as lojas fast-fashion foi o conceito hi-lo (high-low) que é a mistura de peças caras e baratas. Esse foi o começo da libertação das vítimas da moda. Assim, elas manteriam o status usando um anel ou brinco de marca, mas não gastariam muito na composição total do look. “Eu analiso o design da peça e o preço. Se combina com o meu estilo, o meu gosto, e possui um bom custo-benefício, é o que realmente importa. Marca e qualidade nem sempre são diretamente proporcionais”, afirma Manuela Rauscher, produtora de moda.
Pensando em agregar valor em suas peças, mas sem alterar o preço final, as lojas de departamento como C&A, por exemplo, buscam fazer parcerias com grandes nomes da moda para que seus consumidores possam ter acesso às peças assinadas e diferenciadas.
Loja conceito da C&A @ Foto Divulgação
Loja conceito da C&A @ Foto Divulgação
Além disso, essas redes mudaram o visual da loja, trabalhando com design, organização, funcionalidade e climatização do ambiente, para que o cliente se sinta confortável e importante lá dentro.
No fim das contas, como vivemos num mundo em que a imagem é fundamental, ainda há uma preocupação, mesmo que pequena, em relação ao status e ao que os outros irão pensar sobre o que nós estamos usando. Porém, para uma boa parcela da população, essa preocupação pode ser suprida com o design, inovação, qualidade e preço oferecidos pelas redes fast-fashion, adicionados ao toque pessoal, que é o fundamental para que nos sintamos bem.
Afinal, personalidade e atitude são nossos melhores cartões de visita.
(Artigo colaborativo de Bruna Said Miguel)