Analisando a história da indumentária, o uso do que chamamos hoje de roupas, teve início por três principais motivos: proteção, pudor e adorno/status. Desde muito cedo, a vestimenta foi considerada um diferenciador social, tendo seus primeiro vestígios na pré-história, que respingam até hoje.
Seja através do tecido, da forma, da estrutura, do comprimento e até das cores, os donos do topo da hierarquia social sempre encontravam uma maneira de se diferenciar do resto da população. No século XIII, surgiram os burgueses (a classe média atual), que copiavam as roupas da nobreza para tentarem se igualar a ela, dando início à efemeridade da moda, que é o que mantém o mercado até hoje.
Quando algo é lançado ou usado por alguém de alto poder aquisitivo e/ou de grande influência social, a massa deseja esse valor agregado e copia. Assim que é lançado nas redes fast fashion, todos têm acesso àquilo. Acontecido isso, a exclusividade se perde, junto com o valor, e entra em decadência, recomeçando o ciclo do mundo da moda.
“Roupa, pra mim, é um investimento. Ela é o cartão de visitas, a primeira impressão e fala tudo sobre o que você é, gosta e pensa. Ela abre e fecha portas e define quem você representa na sociedade, por isso, o valor agregado é um diferencial para se destacar na massa”, afirma Janaína Vicentino, estudante de Marketing.
No mundo em que nada se cria tudo se copia, se destacar de alguma forma é fundamental, por isso, comprar roupas de marca é mais do que uma questão monetária ou de qualidade, e sim uma maneira de manter a identidade dentre a população. É se sentir importante por ter algo desejado, mas que poucos têm acesso, ou, até mesmo, tornar algo símbolo de desejo.
“Conheço uma amiga que é médica, mas que suas bolsas são todas réplicas da Louis Vuitton. Porém, sua auxiliar do lar, ganhou uma Louis Vuitton original. Agora, analisando de longe, quem você pensaria estar usando a ‘falsa’ e a ‘verdadeira’? Infelizmente, muitas marcas perderam espaço e valor no mercado, devido ao número excessivo de cópias”, revela Paulo Coelho, estudante de moda.
A verdade é que, os ‘nobres’ e ‘burgueses’ são dependentes uns dos outros. Não faz sentido usar roupas luxuosas sem ninguém por perto para exibir, certo? E sem essa exibição, o desejo se perde. É esse copia e cola que movimenta o mundo da moda e a economia. Sempre foi assim e sempre será.
Um comentário sobre “Roupa de grife é um ‘diferenciador social’”
Acredito que “discutiríamos” este assunto por dias! Grifes, depende quais, e bem visíveis, daí sim, é um diferencial social no terceiro mundo e emergente! É deste ambiente que estamos falando, né?!
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