Leitura de poemas de Cora Coralina na Livraria Cultura

Cora Coralina @ reprodução
Cora Coralina @ reprodução

O Grupo Primavera promove uma tarde cultural com poesias de Cora Coralina, na terça-feira, 30 de setembro, às 14h, na Livraria Cultura.

Autora de “Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e planta roseiras e doces. Recomeça”, o evento e destinado às meninas da ONG e orientado pela educadora social Luciana Taraborelli, com a presença das Mulheres Primavera – representantes da sociedade local que auxiliam na divulgação da ONG.
“O evento semestral tem como objetivo proporcionar às nossas meninas o conhecimento da literatura brasileira de uma forma lúdica. Ao mesmo tempo em que as meninas são incentivadas à prática da leitura, interagem com as Mulheres Primavera que as presenteiam com um livro. Ao final do encontro, previsto para terminar às 17 horas, as participantes se confraternizarão com um lanche servido pelo parceiro da entidade, o restaurante Viena”, diz Denise Podolsky, responsável pela área de relacionamento do Grupo Primavera.
Sobre a autora
Cora Coralina , pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, nasceu em Goiás no dia 20 de agosto de 1889. Em 1903 já escrevia poemas sobre seu cotidiano, tendo criado, juntamente com duas amigas, em 1908, o jornal de poemas femininos “A Rosa”. Em 1910, seu primeiro conto, “Tragédia na Roça”, é publicado no “Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás”, já com o pseudônimo de Cora Coralina.
Em 1911 conhece o advogado divorciado Cantídio Tolentino Brêtas, com quem foge. Vai para Jaboticabal (SP), onde nascem seus seis filhos: Paraguaçu, Enéias, Cantídio, Jacintha, Ísis e Vicência.
Seu marido a proíbe de integrar-se à Semana de Arte Moderna, a convite de Monteiro Lobato, em 1922. Em 1928 muda-se para São Paulo (SP).
Em 1934, torna-se vendedora de livros da editora José Olimpio que, em 1965, lança seu primeiro livro, “O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais”. Em 1976, é lançado “Meu Livro de Cordel”, pela editora Cultura Goiana.
Em 1980, Carlos Drummond de Andrade, como era de seu feitio, após ler alguns escritos da autora, manda-lhe uma carta elogiando seu trabalho, a qual, ao ser divulgada, desperta o interesse do público leitor e a faz ficar conhecida em todo o Brasil.
Ela morreu no dia 10 de abril de 1985.
(Fonte da biografia: site Para Ler e Pensa)