Dez clipes que celebram a genialidade de Madonna

Se você não esteve em Plutão nas últimas cinco décadas, sabe que Madonna é uma das maiores artistas da música pop de todos os tempos.
Em fevereiro passado, com ‘I Don’t Search I Find, ela colocou sua 50ª canção na posição #1 da Billboard’s Dance Chart Song. Ela é seguida por Rihanna (33 canções), Beyoncé (22) e Janet Jackson (20).
Com esse novo recorde, ela é a única artista em atividade a conseguir a posição #1 em cinco décadas: 9 (década de 80), 13 (década de 90), 18 (2000), 9 (2010) e 1 (2020).
Ou seja, mesmo ‘não falando com a geração atual’, como justificou um radialista britânico que se recusou a tocar canções de ‘Madame X’ (seu trabalho de 2019), ela ainda é a dona da porra toda.
Enfim… MONDO MODA separou dez clipes que comprovam sua genialidade.

VOGUE (1990)

Com direção de David Fincher, o videoclipe ganhou três Astronautas de Prata na MTV Video Music Awards de nove indicações. Tributo à cultura gay da cena novairoquina das décadas de 1970 e 1980, ‘Vogue’ ainda celebrou astros de Hollywood, como Marilyn Monroe, Greta Garbo, Marlene Dietrich e Jean Harlow.
A clássica coreografia é assinada por Karole Armitage, que ganhou uma indicação ao Tony Award pelo trabalho no revival do musical ‘Hair’ na Broadway.
A revista Rolling Stone colocou Vogue na posição #2 como uma dos maiores videoclipes de todos os tempos atrás de ‘Thriller’ do Michael Jackson.

LIKE A PRAYER (1989)

Com direção de Mary Lambert, é um dos mais ousado e provocativos trabalhos de sua longa carreira por diversos motivos. A concepção original era um amor inter-racial, porém, o povo surtou com Jesus Negro, as cruzes queimadas, a prisão do homem, as lágrimas de um ícone católico e o coro de vozes negras.
A cereja do bolo: o Papa João Paulo II ficou horrorizado e pediu aos fãs italianos que boicotassem Madonna. Lógico que não deu muito certo.
Jornalistas e críticos musicais são unanimes em reconhecer sua importância na provocação de dogmas religiosos e sexuais, além, lógico, do racismo.
Sobre toda a polêmica, Madonna declarou: ‘Arte deve ser controversa e é isso tudo que ele (clipe) tem’.

RAY OF LIGHT (1998)

A ótima direção de Jonas Akerlund mostra um fast forward continuo a vida em diversas cidades pelo mundo. Entre as cidades, Los Angeles, Nova York, Londres, Las Vegas e Estocolmo.
O trabalho com câmera foi inspirado no filme ‘Koyaanisqatsi. Venceu o Grammy (Melhor Clipe) e cinco MTV Video Music Awards, incluindo Vídeo do Ano.
A Warner lançou um VHS com a canção que vendeu mais de 40 mil cópias.

JUSTIFY MY LOVE (1990)

Por diferentes motivos, ‘Justify My Love’ se tornou tão controverso quanto ‘Like a Prayer’.
Aqui, a incrível viagem do diretor Jean-Baptiste Mondino provocava aos conservadores com doses de sadomasoquismo e androginia com Madonna ao lado de seu namorado na época, Tony Ward.
Resultado: a MTV se recusou a exibi-lo.
Irritada, Madonna apareceu no programa ‘Nightline’ defendendo seu trabalho. Na sequência, o clipe foi exibido na íntegra.
Depois, ele foi lançado em formato de vídeo e se tornou o mais bem sucedido de todos os tempos com direito a quatro Discos de Platina pelas vendas.

EROTICA (1990)

Depois do escândalo com ‘Justify My Love’, Erótica rendeu o despudorado videoclipe dirigido pelo fotógrafo de moda, Fabien Baron.
Em formato 8mm, Madonna aparecia pedindo carona nua, além de fazer diversas insinuações sexuais ao lado de Naomi Campbell, Isabella Rossellini e o rapper Vanilla Ice.
A MTV americana proibiu sua proibição, assim como outros países.
Foi sua consagração com o público LGBTQ+ que a eternizava como ícone da geração.

BEDTIME STORY (1995)

Com direção de Mark Romanek, o clipe custou U$ 5 milhões e se tornou um dos cinco mais caros da história.
Inspirado nos trabalhos das pintoras surrealistas Leonora Carrington, Remedios Varo e Frida Kahlo, a canção pulsava o melhor do pop eletrônico da época.
O Museu de Arte Moderna de Nova York adicionou o clipe na sua coleção permanente pelo conceito artístico que ele representa.

HUNG UP (2005)

Em principio o controverso fotógrafo David LaChapelle iria dirigir o clipe, mas por desacordo na concepção de Madonna, ele foi trocado pelo sueco Johan Renck. Anos antes, ele tinha dirigido ‘Nothing Really Matters’.
Tributo ao ator John Travolta pelas cenas de dança dos filmes de 1977 ‘Os Embalos de Sábado à Noite’, de 1978 ‘Grease’ e de 1985 ‘Perfeição’, o clipe foi o primeiro single do álbum ‘Confession of a Dancefloor’, considerado por muitos seu último melhor trabalho.
Madonna teve grande dificuldade de executar a coreografia da Jamie King, pois estava se recuperando dos oito ossos quebrados num acidente cavalgando algumas semanas antes dos ensaios.
‘Hung Up’ recebeu cinco indicações ao VMA’s, incluindo Vídeo do Ano. Perdeu para “I Write Sins Not Tragedies” do Pani! At the Disco.

EXPRESS YOURSELF (1989)

Inspirando-se no expressionismo do filme ‘Metropolis’, do diretor alemão Fritz Lang’, Madonna abre o clipe clamando ‘Come on girls! Do you believe in Love?’ num incrível trabalho visual do diretor David Fincher que custou U$ 5 milhões.
Inicialmente, ela convidou o ator Warren Beatty, seu namorado na época, para representar um escravo trabalhando numa fábrica. Educadamente, ele não topou.
Com cinco indicações ao VMA 89, levou Direção, Fotografia e Direção de Arte.

FROZEN (1998)

Depois da tentativa de ser indicada ao Oscar como atriz ‘séria’ por Evita, que não aconteceu (se contentou com o Globo de Ouro), ter uma filha (Lola) e seu curto interesse pela Cabala, Madonna voltava à música pop com aquilo que dominava: o impressionante visual de um videoclipe.
Com direção de Chris Cunnings e fotografia do premiado Darius Khondji, Frozen apresentava as influências místicas com efeitos especiais do primeiro time.
As filmagens ocorreram no lago Cuddeback, no deserto de Mojave na Califórnia, entre os dias 7 e 11 de janeiro de 1998. A escolha foi justificada por Madonna que acreditava nos poderes mágicos e místicos do lugar.
Foi o primeiro single do melhor álbum de Madonna em décadas: ‘Ray of Light’.
A Billboard o classifica como o terceiro melhor vídeo de Madonna, notando que “transmite perfeitamente o triste coração da música”;

LIKE A VIRGIN (1984)

Dirigida por Mary Lambert, Madonna sedimentava seu caminho como Rainha da Porra Toda ao surgir como uma devoradora de homens que usava um virginal vestido de noiva branco pelas ruas de Veneza e Nova York.
Apesar de muito criticado pelo teor sexual, o clipe ganhou uma legião de seguidores que garantiu o primeiro sucesso de Madonna na posição #1 das Paradas Dance.

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