Assassin’s Creed – Do game ao livro

Coluna assinada pela livreira Micaela Huertas – Especial para o MONDO MODA

Não é novidade que as linguagens possíveis para se narrar uma estória perderam o gesso da exclusividade. Feito das séries e dos games, a indústria percebeu que uma boa estória pode ser contada e explorada nas diversas linguagens visuais e escritas.
Ampliando essa ideia, os criadores perceberam também que não precisa ser exatamente a mesma narrativa. ‘Game of Thrones’, ‘Marvel’ e ‘The Walking Dead’ são grandes exemplos. Livro, série, spin-off, quadrinhos, filme, web-série ou game, essas franquias exploraram ao máximo as possibilidades, fidelizando mais ainda seus seguidores.
Assassin’s Creed embarcou na mesma proposta e depois de anos de sucesso com o jogo (Ubisoft), resolveu ofertar mais conteúdo aos seus fãs. Foi assim que a série de livros foi editada e não decepcionou.
O primeiro livro, Renascença, foi lançado em 2009 e conta a estória do segundo jogo da franquia – Assassin’s Creed II.
Acompanhamos a saga de Ezio Auditore, de Florença, em busca de vingança pela traição e morte de sua família. Esta jornada o leva em direção a pistas e conhecimentos que permeiam a história de sua família, de sua cidade, da Itália e do mundo cristão, há séculos.
O jovem rico que se preocupava em aproveitar a vida e fugir do destino de bancário que o pai lhe empurrava, torna-se o herói das sombras protegendo o mundo das maldades dos Templários.
Com treinamento intensivo e missões cada vez mais perigosas, Ezio nos leva a uma mistura de realidade e ficção pela Itália renascentista, cruzando com figuras como Leonardo da Vinci e Maquiável, todos de alguma forma envolvidos com a causa do Credo dos Assassinos.
A imersão da narrativa nos cenários se torna uma viagem pela arquitetura e arte renascentista, e a linguagem usada para fazê-la faz com que as imagens mentais tenham semelhança com os gráficos de jogos. Algumas cenas são tão bem descritas que dá pra ver o personagem correndo pelos telhados como no jogo.
Um pouco de conhecimento sobre o jogo ajuda a entender o que é o Credo e sua missão, algo que o livro não deixa claro. Mas não ter jogado não impede de se divertir com esta história. Assistir ao filme lançado em 2016 já dá a base necessária.
Para aumentar o mistério, os livros são assinados por Oliver Bowden, pseudônimo de um famoso escritor e historiador da Renascença.
Começar uma série de livros tem sempre ponto negativo de se ver preso a ler todos, mas Assassin’s Creed não te obriga a isso. Cada livro contém em si uma parte da estória com certa finalização e o que atrai é a possibilidade de ler por diversão, como quando você escolhe distrair com um jogo.
Novo:R$ 28,00
Usado: a partir de R$ 5,00

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