A arte de atuar é o ofício de habitar a psique, o corpo e as contradições de um personagem para transmitir uma verdade humana diante da câmera ou nos palcos. Longe de ser um mero ato de memorizar falas e reproduzir emoções superficiais, a interpretação exige a criação de uma vida interna densa. É o processo pelo qual o ator emprega sua voz, fisicalidade e repertório emocional para responder organicamente às circunstâncias dadas pela narrativa.
Ao longo de mais de um século de cinema falado, diferentes escolas e métodos moldaram a preparação dos intérpretes. No início do século XX, o mestre russo Konstantin Stanislavski revolucionou o teatro ao propor uma abordagem focada na verdade psicológica e na memória emotiva. Essa base desembarcou nos Estados Unidos e deu origem a O Método, difundido por Lee Strasberg no Actors Studio. O Método incentiva o ator a buscar em suas próprias experiências vivências reais para construir a dor ou a alegria da cena, gerando um estilo cru e introspectivo que marcou gerações de astros, de Marlon Brando a Robert De Niro.

Paralelamente, surgiram outras vertentes da técnica dramática. Sanford Meisner desenvolveu uma abordagem focada no outro: para Meisner, atuar é saber ouvir e reprimir a autoconsciência, reagindo instintivamente ao parceiro em cena. Já Stella Adler defendia a força da imaginação e da análise profunda do texto, argumentando que a dependência excessiva das memórias pessoais poderia desgastar o psiquismo do artista.
Na Europa, a tradição clássica manteve o foco no domínio técnico impecável, na projeção vocal e no rigor gestual, escola que moldou grandes nomes do teatro britânico.
É no contraste entre essas técnicas e a entrega final na tela que a crítica especializada, os historiadores de cinema e os professores de atuação avaliam o sucesso de um trabalho.
Diferentemente do público comum, que muitas vezes confunde o carisma de uma estrela ou a beleza física com talento, os especialistas analisam critérios técnicos rígidos:
• Escuta e presença real: A capacidade de habitar o momento presente, reagindo genuinamente às falas do parceiro, em vez de apenas aguardar a deixa.
• Modulação e ritmo vocal: O controle sobre a dicção, as pausas, a respiração e a variação de tom sem cair na leitura monocórdica.
• Corpo e microexpressões: A linguagem corporal consciente e o uso do olhar sem o recurso de trejeitos repetitivos ou cacoetes visuais.
• Controle da intenção: A habilidade de equilibrar o esforço dramático, evitando tanto a apatia cênica quanto a histeria sem fundamento.
Quando esses pilares falham, o trabalho do ator perde sustentação, expondo a distância entre o apelo comercial e a técnica interpretativa.

Reunimos 60 diagnósticos da crítica especializada e das escolas de atuação sobre desempenhos marcados pela limitação técnica ou pelo descalibragem de tom no cinema.
A seleção é dividida entre atrizes e atores com carreira estabelecida na indústria, abrangendo trabalhos do cinema contemporâneo organizados cronologicamente do mais recente para o mais antigo.
Em tempo… A comparação entre as duas listas expõe uma importante engrenagem histórica de Hollywood: enquanto o mercado da ação e dos grandes blockbusters permite que diversos atores se tornassem astros globais mesmo amparados em atuações engessadas ou no piloto automático, as mulheres enfrentaram um patrulhamento mais severo e papéis predominantemente reativos, o que frequentemente resulta no descarte precoce daquelas com menor alcance técnico.
Analisar esses nomes, portanto, é encarar tanto a fragilidade da arte cênica individual quanto os critérios de seleção e permanência da própria indústria.
Atrizes e a limitação técnica em cena
Bella Thorne (Nascida em 1997) Pior interpretação: A Babá (2017), como Allison. O trabalho apoia-se em vícios de produções infantojuvenis de televisão, apresentando oscilações vocais sem modulação, gestos caricatos e falta de densidade corporal. Outros títulos em que errou na mão: Infamous (2020), Amityville: O Despertar (2017), Sol de Inverno (2018) e Habit (2021).

Nicola Peltz (Nascida em 1995) Pior interpretação: Transformers: A Era da Extinção (2014), como Tessa Yeager. A composição resumiu-se a reações vocais estridentes e olhares sem foco durante as sequências de ação, demonstrando rigidez de expressão facial. Outros títulos em que errou na mão: O Último Mestre do Ar (2010) e O Caminho Para Casa (2024).
Dakota Johnson (Nascida em 1989) Pior interpretação: Madame Teia (2024), como Cassandra Webb. A performance caracteriza-se pelo tom vocal monocórdico, projeção apática de diálogos e ausência de energia dramática para conduzir o protagonismo da narrativa. Outros títulos em que errou na mão: Cinquenta Tons de Cinza (2015) e Como Ser Solteira (2016).

Vanessa Hudgens (Nascida em 1988) Pior interpretação: Sangue no Gelo (2013), como Cindy Paulson. A tentativa de transição para o drama adulto expôs cacoetes dramáticos superficiais e dificuldade de transmitir vulnerabilidade interna ao interpretar uma vítima de trauma. Outros títulos em que errou na mão: Sucker Punch: Mundo Surreal (2011) e A Princesa e a Plebeia (2018).
Nikki Reed (Nascida em 1988) Pior interpretação: A Saga Crepúsculo: Eclipse (2010), como Rosalie Hale. As cenas de revelação do passado da personagem foram entregues sem variação tonal e com postura engessada, esvaziando o peso do arco dramático. Outros títulos em que errou na mão: Retratos de uma Obsessão (2009) e Corrente do Mal (2011).
Ruby Rose (Nascida em 1986) Pior interpretação: Megatubarão (2018), como Jaxx Herd. A composição da personagem foi construída sobre um tom de voz monocórdico, postura corporal estática e escassa variação de urgência diante dos conflitos em tela. Outros títulos em que errou na mão: A Máfia do Tigre (2020) e SAS: Acesso Negado (2021).
Alexandra Daddario (Nascida em 1986) Pior interpretação: Baywatch: S.O.S. Malibu (2017), como Summer Quinn. A atuação evidenciou limitações no tempo cômico e dependência do olhar fixo para entregar linhas de diálogo sem ritmo ou variação de tom. Outros títulos em que errou na mão: Terremoto: A Falha de San Andreas (2015) e Can You Keep a Secret? (2019).
Amber Heard (Nascida em 1986) Pior interpretação: Paranoia (2013), como Emma Jennings. Trabalho engessado em um suspense corporativo, no qual a atriz demonstrou dificuldade em gerar tensão psicológica ou estabelecer dinâmica orgânica com os parceiros de cena. Outros títulos em que errou na mão: Fúria Sobre Rodas (2011) e Machete Mata (2013).
Megan Fox (Nascida em 1986) Pior interpretação: Transformers: A Vingança dos Derrotados (2009), como Mikaela Banes. A performance manteve a mesma expressão facial e olhar estático ao longo do projeto, sem demonstrar modulação emocional diante do caos do roteiro. Outros títulos em que errou na mão: Garota Infernal (2009), As Tartarugas Ninja (2014) e Os Mercenários 4 (2023).
Gal Gadot (Nascida em 1985) Pior interpretação: Morte no Nilo (2022), como Linnet Ridgeway. Em um elenco experiente, a performance expôs limitações de alcance dramático através da entrega de texto rígida, dicção pausada artificialmente e pouca flexibilidade emocional. Outros títulos em que errou na mão: Alerta Vermelho (2021) e Branca de Neve (2025).

Kate Bosworth (Nascida em 1983) Pior interpretação: Superman: O Retorno (2006), como Lois Lane. A composição resultou em uma figura burocrática e apática, destituída da vivacidade e da autoridade características associadas à personagem na cultura pop. Outros títulos em que errou na mão: Paraíso de Violência (2011) e A Última Onda (2015).
Sienna Miller (Nascida em 1981) Pior interpretação: G.I. Joe: A Origem de Cobra (2009), como Ana Lewis / Baronesa. A composição de uma figura vilanesca e manipuladora resultou em postura física rija, modulação vocal plana e dificuldade em transmitir perigo real em cena. Outros títulos em que errou na mão: Uma Garota Enigmática (2006) e Camuflagem (2008).

Jessica Alba (Nascida em 1981) Pior interpretação: Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado (2007), como Sue Storm. A entrega de diálogos revelou-se robótica e sem vida, fruto de uma condução cênica que priorizou a estética facial em detrimento da mobilidade expressiva. Outros títulos em que errou na mão: O Olho do Mal (2008) e O Assassino em Mim (2010).
Katie Holmes (Nascida em 1978) Pior interpretação: Batman Begins (2005), como Rachel Dawes. Escalada para interpretar uma promotora pública, a atriz entregou uma atuação pautada pelo uso repetitivo de trejeitos faciais e falta de imposição em cena diante do elenco. Outros títulos em que errou na mão: Loucas por Amor, Jogadas pelo Dinheiro (2008) e Boneca Mortal (2020).

Milla Jovovich (Nascida em 1975) Pior interpretação: Resident Evil: O Capítulo Final (2016), como Alice. A atriz substituiu a construção de subtexto e a variação emocional por declamações vocais elevadas, olhares fixos e maneirismos repetitivos do cinema de ação. Outros títulos em que errou na mão: Ultravioleta (2006) e Hellboy (2019).
Cameron Diaz (Nascida em 1972) Pior interpretação: Gangues de Nova York (2002), como Jenny Everdeane. Escalada para contracenar com Daniel Day-Lewis em um drama histórico denso, a atriz expôs a fragilidade de sua formação dramática através de um sotaque irlandês instável e entrega de diálogos sem peso ou verdade interna. Outros títulos em que errou na mão: Professora Sem Classe (2011), O Conselheiro do Crime (2013) e Annie (2014).

Elizabeth Berkley (Nascida em 1972) Pior interpretação: Showgirls (1995), como Nomi Malone. Exemplo de desacerto por excesso de intenção, apresentando movimentos corporais espasmódicos, inflexão vocal agressiva e falta de controle do tom dramático. Outros títulos em que errou na mão: O Clube das Desquitadas (1996) e A Chave do Enigma (2000).
Denise Richards (Nascida em 1971) Pior interpretação: 007 – O Mundo Não é o Bastante (1999), como Dra. Christmas Jones. A interpretação de uma física nuclear caracterizou-se pelo tom de voz uniforme, falta de autoridade técnica e ausência de verdade cênica. Outros títulos em que errou na mão: Garotas Selvagens (1998) e O Terceiro Olho (2001).
Jennifer Lopez (Nascida em 1969) Pior interpretação: Contato de Risco (2003), como Ricki. Ao tentar compor uma criminosa durona, a atriz recorreu a uma postura engessada, frases ditas no piloto automático e total ausência de química ou escuta cênica em relação aos parceiros de tela. Outros títulos em que errou na mão: Menina dos Olhos (2004), O Garoto da Casa ao Lado (2015) e Atlas (2024).

Julia Roberts (Nascida em 1967) Pior interpretação: O Segredo dos Seus Olhos (2015), como Jess Cobb. Em um papel focado no luto profundo, a atriz não conseguiu transitar pela dor com contenção, recorrendo a cacoetes expressivos e a um esforço dramático visível que descalibrou o tom do suspense. Outros títulos em que errou na mão: O Sorriso de Monalisa (2003), Espelho, Espelho Meu (2012) e O Mundo Depois de Nós (2023).
Sandra Bullock (Nascida em 1964) Pior interpretação: Maluca Paixão (2009), como Mary Horowitz. A composição de uma mulher excêntrica e obsessiva resultou em uma atuação pautada pelo desespero histriônico, verborragia sem ritmo e repetição de cacoetes que comprometeram o tom da comédia. Outros títulos em que errou na mão: Controle Total (1997), Premonições (2007) e A Proposta (2009).
Demi Moore (Nascida em 1962) Pior interpretação: Até o Limite da Honra (G.I. Jane, 1997), como Jordan O’Neil. No papel de uma militar enfrentando o treinamento das forças especiais, a atriz substituiu a construção de densidade interna e vulnerabilidade por uma composição externa e rígida, apoiada na entrega de texto travada, gritos sem variação de tom e em uma postura corporal excessivamente ensaiada. Outros títulos em que errou na mão: A Jurada (The Juror, 1996), Striptease (1996) e As Panteras: Detonando (Charlie’s Angels: Full Throttle, 2003).
Daryl Hannah (Nascida em 1960) Pior interpretação: Wall Street – Poder e Cobiça (Wall Street, 1987), como Darien Taylor. A atuação da atriz destoa de todo o elenco do longa através de uma entrega de texto rígida, dificuldade evidente em projetar autoridade ou sagacidade e uma fisionomia quase inexpressiva que esvaziou a função da personagem na trama de Oliver Stone. Outros títulos em que errou na mão: Um Espírito Baixou em Mim (High Spirits, 1988), Memórias de um Homem Invisível (Memoirs of an Invisible Man, 1992) e A Experiência 3 (Species III, 2004).

Sharon Stone (Nascida em 1958) Pior interpretação: O Especialista (The Specialist, 1994), como May Munro. Sem o amparo de um diretor como Paul Verhoeven, a atriz entregou uma performance marcada pelo uso ininterrupto da sexualidade performada em detrimento de qualquer subtexto, dicção arrastada e ausência completa de química ou tensão orgânica com o parceiro de elenco. Outros títulos em que errou na mão: Intersection: Uma Entrega de Amor (Intersection, 1994), Instinto Selvagem 2 (Basic Instinct 2, 2006) e Mulher-Gato (Catwoman, 2004).
Madonna (Nascida em 1958) Pior interpretação: Destino Insólito (2002), como Amber Leighton. Marcada pela ausência de tempo cômico, entrega mecânica de texto e inflexão vocal agressiva, a atuação evidencia como a autoconsciência da imagem pública pode paralisar a verdade em cena. Outros títulos em que errou na mão: Corpo em Evidência (1993) e Sobrou Para Você (2000).

Andie MacDowell (Nascida em 1958) Pior interpretação: Quatro Casamentos e um Enterro (1994), como Carrie. O trabalho sofre com entregas de texto monocórdicas e pouca fluidez nas trocas de olhar com os parceiros de cena, afetando a dinâmica do casal protagonista. Outros títulos em que errou na mão: Michael: Anjo e Sedutor (1996) e A Lente do Amor (2001).
Melanie Griffith (Nascida em 1957) Pior interpretação: A Fogueira das Vaidades (1990), como Maria Ruskin. A composição tendeu a uma dicção infantilizada, postura afetada e limitação para sustentar conflitos dramáticos sem incorrer em um tom caricato. Outros títulos em que errou na mão: Uma Luz na Escuridão (1992) e Um Estranho no Ninho (1992).
Bo Derek (Nascida em 1956) Pior interpretação: Tarzan, o Homem Macaco (1981), como Jane Parker. A presença em cena pautou-se por expressões faciais inalteradas, postura corporal travada e leitura de texto sem ritmo orgânico. Outros títulos em que errou na mão: Bolero (1984) e Os Fantasmas Não Conseguem (1989).
Kim Basinger (Nascida em 1953) Pior interpretação: Mundo Proibido (Cool World, 1992), como Holli Would. A atriz, que baseou grande parte da carreira no magnetismo de sua imagem, demonstrou nesta mistura de live-action e animação uma total ausência de escuta cênica, respiração ofegante constante como muleta dramática e uma entrega de texto pausada e sem fluidez ao tentar interagir com os parceiros. Outros títulos em que errou na mão: Encontro às Escuras (Blind Date, 1987), A Fuga (The Getaway, 1994) e Cinquenta Tons Mais Escuros (Fifty Shades Darker, 2017).
Faye Dunaway (Nascida em 1941) Pior interpretação: Mamãezinha Querida (Mommie Dearest, 1981), como Joan Crawford. A atuação tornou-se o gabarito definitivo do descontrole cênico e do histrionismo no cinema estadunidense. A tentativa de retratar a lenda do cinema clássico descambou para movimentos espasmódicos, oscilações bruscas de volume vocal, agressividade caricata e completa falta de controle da intenção dramática, transformando o drama biográfico em um espetáculo trash. Outros títulos em que errou na mão: A Supergirl (Supergirl, 1984), A Máfia do Implicável (The Temp, 1993) e Câmera Indiscreta (The Chamber, 1996).

Atores e o descompasso interpretativo
Taylor Lautner (Nascido em 1992)
Pior interpretação: Sem Saída (2011), como Nathan Harper. Demonstrou repertório expressivo reduzido para conduzir um projeto de suspense, falhando em projetar estados de medo, incerteza ou determinação através do olhar e da voz.
Outros títulos em que errou na mão: A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2 (2012) e Os Seis Ridículos (2015).
Scott Eastwood (Nascido em 1986)
Pior interpretação: Círculo de Fogo: A Revolta (2018), como Nate Lambert. Performance uniforme, desprovida de energia vocal ou presença corporal capaz de estabelecer autoridade em uma narrativa de ação.
Outros títulos em que errou na mão: Uma Longa Jornada (2015) e O Posto (2020).
Eddie Redmayne (Nascido em 1982)
Pior interpretação: O Destino de Júpiter (2015), como Balem Abrasax. Apresentou oscilações vocais sem controle, transitando entre sussurros inaudíveis e explosões de gritos com veias saltadas, sem gradação dramática.
Outros títulos em que errou na mão: Os Animais Fantásticos e Onde Habitam (2016) e Os 7 de Chicago (2020).

Rami Malek (Nascido em 1981)
Pior interpretação: 007 – Sem Tempo para Morrer (2021), como Lyutsifer Safin. A atuação caracterizou-se pela apatia cênica, com diálogos pausados de forma mecânica e olhar fixo, sem transmitir gravidade ou perigo.
Outros títulos em que errou na mão: Os Pequenos Vestígios (2021) e Papillon (2017).
Hayden Christensen (Nascido em 1981)
Pior interpretação: Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones (2002), como Anakin Skywalker. O ator expressou o conflito e o amargor do personagem através de uma postura corporal gessada e entrega de diálogos sem fluidez.
Outros títulos em que errou na mão: Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith (2005) e O Imperador (2014).
Brandon Routh (Nascido em 1979)
Pior interpretação: Superman: O Retorno (2006), como Clark Kent / Superman. O trabalho resultou em uma presença cênica sem calor humano ou imposição física necessária para transmitir a gravidade do protagonista.
Outros títulos em que errou na mão: Dylan Dog: E as Criaturas da Noite (2010) e ZACK e MIRI Fazem um Porno (2008).
Orlando Bloom (Nascido em 1977)
Pior interpretação: Cruzada (2005), como Balian de Ibelin. O ator encontrou dificuldades para transmitir a dor, o magnetismo e a liderança de um comandante medieval, reduzindo o peso dramático do épico.
Outros títulos em que errou na mão: Os Três Mosqueteiros (2011) e Sympathy for Delicious (2010).
Dwayne Johnson (Nascido em 1972)
Pior interpretação: O Fada do Dente (2010), como Derek Thompson. Fora do ambiente de ação, o ator demonstrou rigidez para articular emoções sutis e falta de precisão no tempo de comédia.
Outros títulos em que errou na mão: O Retorno da Múmia (2001), O Rei Escorpião (2002) e Adão Negro (2022).
Jared Leto (Nascido em 1971)
Pior interpretação: Morbius (2022), como Dr. Michael Morbius. O ator buscou atribuir uma gravidade solene a um roteiro genérico, resultando em uma atuação sombria, monocórdica e sem pulso dramático.
Outros títulos em que errou na mão: Esquadrão Suicida (2016) e Casa Gucci (2021).

Mark Wahlberg (Nascido em 1971)
Pior interpretação: Fim dos Tempos (2008), como Elliot Moore. Ao interpretar um professor de ciências, a entrega resultou em um tom vocal agudo e olhares hesitantes para a câmera, sem convicção das circunstâncias dadas.
Outros títulos em que errou na mão: A Troco de Nada (2014) e Infinite (2021).
Tyler Perry (Nascido em 1969)
Pior interpretação: A Mente do Assassino (2012), como Alex Cross. Ao assumir um papel dramático de ação, o ator expôs limitações cênicas através de uma presença rígida, falta de autoridade e leitura monocórdica que comprometeu o suspense.
Outros títulos em que errou na mão: A Madea Christmas (2013) e Boo 2! A Madea Halloween (2017).
Thomas Jane (Nascido em 1969)
Pior interpretação: O Justiceiro (2004), como Frank Castle. O ator associou o luto e a dor do personagem a uma fisionomia estática e imóvel durante quase toda a projeção do filme.
Outros títulos em que errou na mão: O Apanhador de Sonhos (2003) e O Predador (2018).
Casper Van Dien (Nascido em 1968)
Pior interpretação: Tropas Estelares (1997), como Johnny Rico. A composição pautou-se por expressões faciais limitadas e leitura de diálogos sem variação de ritmo ou modulação emocional.
Outros títulos em que errou na mão: Tarzan e a Cidade Perdida (1998) e Python (2000).
Will Ferrell (Nascido em 1967)
Pior interpretação: Holmes & Watson (2018), como Sherlock Holmes. A performance apoiou-se na repetição de cacoetes infantis, tom vocal estridente e ausência de tempo cômico na contracena.
Outros títulos em que errou na mão: A Feiticeira (2005), Pai em Dose Dupla (2015) e Eurovision: A Saga de Sigrit e Lars (2020).
Vin Diesel (Nascido em 1967)
Pior interpretação: O Último Caçador de Bruxas (2015), como Kaulder. A tentativa de viver um personagem imortal limitou-se a uma leitura de texto sem variação de tom, postura rígida e olhar estático.
Outros títulos em que errou na mão: Operação Babá (2005) e A Batalha de Riddick (2004).
Adam Sandler (Nascido em 1966)
Pior interpretação: Cada Um Tem a Gêmea Que Merece (2011), como Jack Sadelstein e Jill Sadelstein. No papel feminino, o ator reduziu a composição a falsetes estridentes, postura encurvada e falta de tempo cômico.
Outros títulos em que errou na mão: A Herança de Mr. Deeds (2002), Gente Grande (2010) e Pixels (2015).

Stephen Baldwin (Nascido em 1966)
Pior interpretação: Os Flintstones em Viva Rock Vegas (2000), como Barney Rubble. A composição foi construída sobre risadas repetitivas e trejeitos físicos travados, sem organicidade cênica.
Outros títulos em que errou na mão: Beco Sem Saída (1996) e Bio-Dome (1996).
Keanu Reeves (Nascido em 1964)
Pior interpretação: O Dia em que a Terra Parou (2008), como Klaatu. A tentativa de interpretar uma entidade alienígena resumiu-se a uma postura rígida e leitura mecânica do roteiro.
Outros títulos em que errou na mão: Dracula de Bram Stoker (1992) e 47 Ronins (2013).
Nicolas Cage (Nascido em 1964)
Pior interpretação: O Sacrifício (2006), como Edward Malus. A performance pautou-se pelo descontrole de tom, com berros descalibrados e agressividade física sem fundamentação dramática interna.
Outros títulos em que errou na mão: Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança (2011), O Resgate (2012) e Deixados Para Trás (2014).
Russell Crowe (Nascido em 1964)
Pior interpretação: A Múmia (2017), como Dr. Henry Jekyll / Mr. Hyde. A interpretação caracterizou-se por uma postura burocrática, sotaque artificial e falta de energia cênica ao retratar a dualidade do personagem.
Outros títulos em que errou na mão: Robin Hood (2010) e Um Conto do Destino (2014).

Rob Lowe (Nascido em 1964)
Pior interpretação: Sob o Domínio do Mal (1990), como Alex. A composição de um jovem sociopata limitou-se a olhar fixamente para a câmera e proferir frases sem modulação emotiva.
Outros títulos em que errou na mão: O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas (1985) e Contrabando (1995).
William Baldwin (Nascido em 1963)
Pior interpretação: Invasão de Privacidade (1993), como Zeke Hawkins. Atuação marcada pelo olhar vago e pela ausência de tensão ou magnetismo dramático na contracena com os colegas de elenco.
Outros títulos em que errou na mão: Atração Fatal (1995) e O Sombra (1994).
Tom Cruise (Nascido em 1962)
Pior interpretação: A Múmia (2017), como Nick Morton. As reações ao perigo e ao elemento sobrenatural resumiram-se a vocalizações elevadas e postura rígida, sem projetar vulnerabilidade ou pavor real.
Outros títulos em que errou na mão: Dias de Trovão (1990) e Leões e Cordeiros (2007).

Eddie Murphy (Nascido em 1961)
Pior interpretação: As Mil Palavras (2012), como Jack McCall. Sem o recurso da comunicação verbal fluida, o ator demonstrou limitações em transmitir conflito ou humor apenas pela linguagem corporal e microexpressões.
Outros títulos em que errou na mão: Pluto Nash (2002) e Norbit (2007).
Jean-Claude Van Damme (Nascido em 1960)
Pior interpretação: Street Fighter: A Batalha Final (1994), como Coronel Guile. Nas cenas de discurso dramático, o ator apresentou dicção pausada, falta de ritmo verbal e pouca autoridade cênica.
Outros títulos em que errou na mão: Derailed (2002) e O Conspirador (2007).
Mel Gibson (Nascido em 1956)
Pior interpretação: A Força da Natureza (2020), como Ray Barrett. No papel de um policial aposentado, o ator limitou sua atuação a resmungos vocais, postura caricata e olhar fixo de aparente desinteresse pelas cenas.
Outros títulos em que errou na mão: Pai em Dose Dupla 2 (2017) e Instinto Assassino (2021).
John Travolta (Nascido em 1954)
Pior interpretação: A Reconquista (2000), como Terl. A composição do vilão alienígena caracterizou-se por gargalhadas descalibradas, movimentos corporais acentuados e entrega de texto declamada sem modulação.
Outros títulos em que errou na mão: A Senha: Hackers (2001), O Chefão da Máfia (2018) e Na Sombra do Medo (2019).

Steven Seagal (Nascido em 1952)
Pior interpretação: Ameaça Mortal (1994), como Forrest Taft. Manteve a fisionomia inalterada e a projeção vocal sussurrada ao longo de todas as cenas, independentemente da gravidade da narrativa.
Outros títulos em que errou na mão: A Força em Alerta 2 (1995) e O Homem Sombra (2006).
Arnold Schwarzenegger (Nascido em 1947)
Pior interpretação: Batman & Robin (1997), como Dr. Victor Fries / Sr. Frio. Em sequências que exigiam inflexão dramática ou declamação de texto, a atuação revelou-se rígida, sem gradação ou naturalidade.
Outros títulos em que errou na mão: Um Herói de Brinquedo (1996) e Efeito Colateral (2002).
Sylvester Stallone (Nascido em 1946)
Pior interpretação: Pare! Senão Mamãe Atira (1992), como Joe Bomowski. Fora do seu registro habitual de ação dramática, o ator apresentou ritmo cômico hesitante e entrega de diálogo engessada.
Outros títulos em que errou na mão: Rhinestone (1984), Rambo III (1988) e Os Mercenários 4 (2023).
Al Pacino (Nascido em 1940)
Pior interpretação: Cada Um Tem a Gêmea Que Merece (2011), como ele mesmo. A participação caracterizou-se por explosões vocais desproporcionais e gesticulação ostensiva sem subtexto, distanciando-se do equilíbrio exigido pela cena.
Outros títulos em que errou na mão: Contato de Risco (2003) e 88 Minutos (2007).


