Orixás são divindades da Umbanda

Segundo a mitologia iorubá, Olodumaré (também conhecido como Olorum) era um deus supremo e inacessível. Ele criou o mundo e os Orixás para governá-lo e servirem de intermediários entre ele e os humanos.
Os orixás representam os elementos da natureza e Olodumaré é a junção de todas essas energias. Eles não são deuses. Sendo assim, religiões que cultuam os orixás são monoteístas.
Durante a colonização do Brasil, muitos dos negros trazidos da África para serem escravizados eram da região de ioruba – Oeste da África, Nigéria, República de Benin, Togo e uma parte da República do Ghana – e trouxeram consigo suas crenças e tradições religiosas.
O Candomblé foi a religião que passou a ser praticada por esses povos escravizados no Brasil, seguindo as tradições e cultos africanos e cultuando os orixás da mitologia iorubá.

Orixás @ Reprodução

Essas práticas religiosas, no entanto, eram duramente reprimidas pelo colonizador, que impunha aos escravizados a prática do catolicismo.
Para seguir cultuando seus orixás, os escravizados usavam os santos da Igreja Católica para representar suas divindades. Por exemplo, quando rezavam para São Jorge, na verdade estavam cultuando Ogum.
Assim iniciou-se o sincretismo religioso, que deu origem a Umbanda, que tem elementos do Candomblé, do Catolicismo e do Espiritismo e surge no início do século XX.
Na mitologia iorubá existem centenas de orixás, mas apenas alguns deles são cultuados pelas religiões Umbanda e Candomblé.

Confira alguns dos mais populares no Brasil

Exú é o orixá intermediário e mensageiro, responsável pela comunicação entre os orixás e os homens. Ele é o guardião dos caminhos e capaz de derrubar barreiras. Algumas vezes, ele interpretado como uma divindade má, mas na mitologia iorubá não existe a representação do mal. Assim como os outros orixás e seres humanos, o Exú tem virtudes e defeitos e pode agir para o bem e para o mal. Representação no cristianismo: Santo Antônio.

Exú @ Reprodução

Oxalá é uma divindade masculina, ele é o criador de todos os seres e pai de todos os orixás – com exceção de Logunedé. Ele representa o sol, a criação e a vida. Segundo a mitologia iorubá, Oxalá tentou criar os seres humanos com vários materiais, mas só conseguiu quando utilizou o barro. Representação no cristianismo: Jesus Cristo.

Oxalá @ Reprodução

Iemanjá é a mãe de todos os orixás – com exceção de Logunedé, que rege a educação, a família e as uniões. Ela é a rainha dos mares e protetora dos marinheiros. Representação no cristianismo: Nossa Senhora da Conceição ou Nossa Senhora dos Navegantes.

Iemanjá @ Reprodução

Nanã é uma divindade feminina, que representa a maternidade, a vida e a morte. Segundo a lenda iorubá, foi Nanã quem sugeriu a Oxalá usar o barro para a criação dos seres humanos. Representação no cristianismo: Nossa Senhora Sant’ana.

Nanã @ Reprodução

Omolú é um grande e respeitado feiticeiro, é o senhor da vida e da morte e deus da medicina. Ele é responsável pela passagem de um plano para o outro, por guiar os espíritos para uma nova vida – atua em hospitais e cemitérios. Representação no cristianismo: São Lázaro. Sua versão mais jovem recebe o nome de Obaluaiê, sincretizado com São Roque.

Omolú @ Reprodução

Ogum é o orixá que representa a luta, as conquistas, ele é o deus da guerra e o arquétipo do guerreiro. Ele é o senhor da guerra e padroeiro de todos os trabalhadores cujo ofício exige a utilização de ferramentas. Representação no cristianismo: São Jorge.

Ogum @ Reprodução

Oxóssi vive nas florestas e representa a fartura, é protetor dos caçadores e rege as lavouras, seu símbolo é o arco e flecha. Ele pode imitar o som dos animais com perfeição, é um caçador valente e generoso. Representação no cristianismo: São Sebastião.

Oxossi @ Reprodução

Na mitologia iorubá, Xangô é rei, por isso é o orixá que cuida do poder, da administração e da justiça. Ele age com neutralidade, é reconhecido pelas sábias decisões e é íntegro. Representação no cristianismo: São Pedro ou São Jerônimo.

Xango @ Reprodução

Oxum é uma divindade feminina, ela é dona da água doce, dos rios e das cachoeiras. Representa a delicadeza, a fecundidade e a maternidade, por isso é muitas vezes chamada de “mamãe Oxum”. Representação no cristianismo: Nossa Senhora Aparecida ou Nossa Senhora de Fátima.

Oxum @ Reprodução

Iansã é a rainha dos ventos, dos raios e das tempestades na natureza. É guerreira e também conhecida como guardiã dos mortos, pois exerce domínio sobre os eguns. A força de sua magia afasta as influências maléficas e negativas, pois tem o poder de anular os males e cargas de encantamentos e feitiços. Representação no cristianismo: Santa Bárbara.

Iansá @ Reprodução

Oxumaré é filho de Nanã, é a divindade do movimento, do ciclo vital. Esse orixá é homem e mulher ao mesmo tempo, ele representa as dualidades, como o dia e a noite, o bem e o mal. Representação no cristianismo: São Bartolomeu.

Oxumaré @ divulgação

Logunedé é filho de Oxóssi e Oxum e dono de uma beleza ímpar. É um exímio caçador e pescador e tem expressões masculinas e femininas. Representação no cristianismo: Santo Expedito.

Logunedé @ Reprodução

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