Grandes Nomes da Moda: Charles-Frederic Worth

Charles Frederick Worth nasceu a 13 de Novembro de 1826, em Bourne, Lincolnshire, na Inglaterra.
Depois que a família perdeu a fortuna no jogo, aos 13 anos, Charles começou a trabalhar num armarinho chamado Swan & Edgar e depois na loja de sedas Lewis & Allenby.
Ambicioso, aos 20 anos, ele se jogou em Paris.
Depois de um ano de difícil adaptação a uma nova língua e cultura, foi contratado para trabalhar na Gagelin’s, uma loja especializada em roupas de seda, bordados e outros artigos de luxo.
A festa de casamento entre Napoleão III com a Imperatriz Eugênia de Montijo trouxe grande visibilidade a loja, uma vez que a Gagelin foi responsável pela confecção do enxoval ao casal.
Charles conheceu Marie Vernet, vendedora da loja, se apaixonou e se casou. Ela se tornou sua musa inspiradora para diversas criações, além de se tornar modelo para apresentar as roupas para as clientes – seria a primeira modelo vivo a mostrar uma roupa.
O resultado agradou a Gagelin, que lhe ofereceu um pequeno departamento na loja.
No ano seguinte, em 1848, o seu gerente enviou para a Grande Exposição do Palácio de Cristal, em Londres, algumas das roupas desenhadas por Worth.
Em 1958, em sociedade com o sueco Otto Bobergh, Worth abriu seu primeiro ateliê.
Uma das primeiras clientes pertencentes à alta sociedade foi a princesa Meternick, esposa do embaixador austríaco. A partir daqui, a influência de Worth estendeu-se a toda a corte de Napoleão III.
Em 1864, ele eliminou a crinolina, deixando os vestidos apenas com uma cauda. Alguns anos depois, adicionou a anquinha na parte de trás de seus modelos, criando a silhueta dominante da Belle Époque.
Worth se notabilizou por impor um estilo, criando peças exclusivas para as clientes – antes, as pessoas levaram para as costureiras o que queriam usar. Estas peças também tinham sua assinatura.
A partir de 1880, a fama e o êxito de Worth eram de tal ordem que o costureiro servia às clientes no seu atelier paté de foie grass (fígado de ganso) , lagosta, pastéis e espumante (regra que vale até hoje: cliente bem alimentada e bêbada compra mais! Entenda o conceito!).
Muito esperto, ele entendia que a publicidade era sua aliada. Suas criações frequentemente apareciam nas revistas de moda. Além disto, ele se auto intitulava “pai” da Alta-Costura.
Charles-Frederic Worth morreu em março de 1895, mas o negócio prosseguiu nas mãos dos seus descendentes diretos.
Contudo, seu estilo entrou em declínio com a ascensão de Paul Poiret.

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