Donna Summer! foi a Rainha da Disco Music

Era uma vez… Numa igreja evangélica em Boston (EUA), uma menina abriu sua boca e soltou uma voz tão potente, que levou a congregação às lagrimas. Seu nome: Donna Summer.
Eternizada como “Rainha da Era Disco”, graças a canções, como “Last Dance”, “Hot Stuff”, “On The Radio”, “Bad Girls” e “Love To Love You Baby”, Donna Gaines começou sua carreira numa banda de rock chamada The Crow. A banda não aconteceu e se desfaz. Logo depois, Donna se jogou na Alemanha para participar de uma turnê com o musical “Hair”.
Participou de outros musicais e em 1971 gravou o disco “Sally Go ‘Round The Roses”. Ninguém ouviu. De volta aos musicais, ela atuou em “Showboat” e “Porgy & Bess”, entre outros.
Seu destino mudou quando assume o sobrenome do marido (que, de Sommer, é trocado por Summer) e com o nome de Donna Summer, em 1974, conheceu os produtores musicais Giorgio Moroder e Pete Bellotte. Eles produzem “The Hostage” e fazem um burburinho na Europa.
Estrela
O sucesso aconteceria um ano depois, com a gravação “Love To Love You Baby”, a abusada canção que no original tinha 16 minutos com muitos sussurros e gemidos. Resultado: Donna virou estrela internacional.
Em 1977, lançou “I Remember Yesterday” e “I Feel Love” – considerada a primeira canção inteiramente feita por um sintetizador e também responsável pela explosão da disco-music.
No ano seguinte, estrela o filme “Até que enfim é sexta-feira” e a “Last Dance” leva o Oscar de Melhor Canção.
Seu álbum seguinte, “Live and More” lançou “MacArthur Park” e em 1979, seu talento como compositora apareceu em “Bad Girls”, no qual, além do sucesso da canção título (que relatava a vida de uma garota de programa), lança as clássicas “Hot Stuff”, “On The Radio” e “Enough is Enough (No More Tears) – onde disputava com Barbra Streisand quem gritava mais.
Pós-disco
Finde a era disco, sua carreira musical nunca foi a mesma. Gravou dois bons discos, “Donna Summer”, em 1982 (com o sucesso “The Woman in Me”) e “She Works Hard for the Money”, em 1983 – hino feminista, que hoje soa extremamente cafona.
Seis anos de ausência renderam o álbum dançante “Another Place and Time”, com as canções “I Don’t Wanna Get Hurt” e “This Time I Know It’s For Real”, que a apresentam a uma nova geração.
No meio da década de 80, Donna se envolveu numa polêmica que mudou literalmente sua carreira. Uma série de boatos garantiram que ela declarou que ‘a epidemia de AIDS era uma castigo de Deus pela prática da homossexualidade”. Bastou para amargar sucessivos fracassos de vendas, aliada a inédita devolução à gravadora Geffen de seus discos por fãs furiosos.
Posteriormente, ela negou tal declaração, afirmando ser mal interpretada.
Porém… Na época de lançamento de seu álbum “Mistaken Identify”, em 1991, ela abriu um processo contra a revista New York por lembrar o boato, exigindo U$ 50 milhões por invasão de privacidade. Houve um acordo entre ambas as partes (não revelado) e o processo foi arquivado. Desde, então, sua carreira jamais conseguiu repetir o sucesso do passado.
The Best of…
Quando completou 20 anos de carreira, lançou o álbum “Donna Summer Anthology, uma compilação de seus sucessos e coloca a inédita “Melody of Love”, no primeiro lugar na parada Dance.
Em 1999, ela volta as paradas com as canções “I Will Go With You” – versão ultra-brega da mega-brega “Com te partirò”, do cantor lírico Andrea Boccelli e ótima “Love is the Healer”. Foi seu canto do cisne.
Diva
Em 2004, com a criação da Dance Music Hall of Fame em Nova York, Donna Summer é a primeira homenageada. Sua canção “I Feel Love” recebeu o título de clássico da história da música dançante americana.
Em 2008, lançou o álbum “Crayons” e a canção “Stamp you Feet” entrou no primeiro lugar na parada Dance americana. Você ouviu a música? Então… 
Mesmo longe da mídia, Donna se tornou uma influência para toda uma geração de cantoras de voz poderosa em pistas de dança, além de uma figura referenciada na cultura pop internacional.
Donna Summer morreu na manhã desta quinta-feira, 17 de maio de 2012, na Flórida, aos 63 anos de câncer.
(Artigo escrito originalmente em 2009 por Jorge Marcelo Oliveira)