20 situações absurdas que presenciei em casas noturnas de Campinas e São Paulo

Nightclub
Diante da repercusão do caso de Santa Maria (RS), confesso que o assunto me cansou. A parte válida, claro, foi a ‘iluminação’ por parte do poder público em relação às casas noturnas de suas cidades. Ou seja, teve que morrer mais de 200 pessoas para ‘Prefeitos’ descobrirem uma problemática super antiga.
Enfim… Estava na minha. Até que, agora pouco, acabo de receber convite no Facebook para participar de manifestação contrária ao fechamento de casas noturnas em situação irregular em Campinas.
Acredito firmemente no direito de ir e vir de qualquer cidadão. Apoio a livre manifestação de pensamento. Mas, neste caso, caros amigos, isto não tem o menor cabimento!
Em 45 anos de existência, passei mais de 25 anos frequentando a noite de Campinas e, vez ou outra, em São Paulo. Acompanhei uma quantidade absurda de casas noturnas que porcamente funcionaram em Campinas. Para descrever tudo o que vi, precisaria escrever um livro de mémorias.
Mas, já que me cutucaram, confira 20 situações absurdas que presenciei em casas noturnas de Campinas e São Paulo:
1. Passei horas em gigantescas filas de inaugurações. A maioria das casas ‘segurava’ o público fora, para dar ‘volume’ e para ‘chamar a atenção’ dos passantes. Teve uma casa noturna de São Paulo que me deixou duas horas numa fila!
2. Quando entrava, descobria que a casa não estava pronta. Que o teto era baixo demais, sem ventilação, ar condicionado, iluminação inadequada e banheiros estavam sem água.
3. Cansei de frequentar casa noturna com a capacidade de lotação esgotada, a ponto de sentir as paredes tremerem tamanha a pressão.
4. Fui furtado dentro de uma casa noturna. Quando fui reclamar para a gerência, além de não fazerem nada, ainda me obrigaram a deixar meu relógio como garantia que voltaria para pagar a conta.
5. Em Valinhos, fui na inauguração de uma boate, que usou fumaça de gelo seco com um cheiro insuportável, que lembrava inseticida e todo mundo foi embora em menos de uma hora de abertura das portas.
6. Perdi a conta das vezes que paguei conta muito acima do consumi.
7. Vi um monte de gente consumindo ‘substâncias’ proibidas na pista de dança. Situação que era completamente ignorada por gerentes ou proprietários.
8. Vi gogo-boys dançando pelado em baixo de chuveiro e clientes fazendo sexo oral SEM PRESERVATIVO.
9. Vi clientes transando com seguranças nos jardins da boate.
10. Vi inauguração sem acústica e música bem alta, resultando em vizinhos acionarem a polícia por mais de uma vez numa única noite.
11. Vi aranhas e outros bichos peçonhentos nos jardins de boate, que jamais eram dedetizados.
12. Vi clientes sendo agredidos por seguranças DENTRO da boate, com aval de gerentes e proprietários, unicamente porque questionaram o valor da conta.
13. Vi clientes sendo agredidos por outros clientes com garrafa em mãos e os seguranças NÃO FAZEREM NADA.
14. No começo da noite, vi o descontrole emocional de sócios brigando em público, a ponto de precisar da presença de polícia para apartar a agressão física.
15. Em estacionamento fechado, meu carro foi aberto e furtaram meu cd player.
16. Passei mal com bebidas batizadas.
17. Passei mal com comidas estragadas.
18. Vi shows, onde artistas usaram lâmpadas e outros itens perigosos. Uma vez, numa das performanes, pegou fogo na peruca de um deles. Quem o socorreu foram outros artistas. Nenhum segurança apareceu e muito menos, gerentes ou proprietários.
19. Vi apagão em dia de boate lotada, por problema de gerador, resultando no fechamento da casa.
20. Vi cliente bêbado cair em piscina, socorrido por outros clientes, pois não havia nenhum funcionário por perto.
Está bom ou faltam motivos da falta de cabimento para participar de manifestação contrária a ação da prefeitura em relação a falta de alvará de funcionamento de casa noturna em situação irregular?
(Artigo: Jorge Marcelo Oliveira)