Série ‘Dinastia’ definiu a moda dos anos 80

Os anos 80 estão de volta. Pelo menos, na moda, que resgata a calça de cintura alta, jeans mais soltos, ombreiras, roupas estruturadas, jeans rasgados, manga bufante, decote profundo, fendas, transparências, pochete, entre outros.
MONDO MODA relembra uma série que interpretou muito bem a década: Dinastia.

Na calor do sucesso da série “Dallas”, que contava a saga de uma família de milionários de petróleo, do Texas, envolvida em negociatas, mentiras e traições, surgiram as cópias. A fórmula não era nova. Juntava-se elementos das novelas diurnas, acrescentava atores glamorosos, produção caprichada e uma farta dose de intriga, sexo e baixaria e… Lançava no horário nobre.
O resultado foi um sucesso absurdo para um público que vivia sob o comando do conservador Presidente Ronald Reagan e sua autoritária esposa Nancy.
Das cópias, “Dinastia” se destacou. Melhor ainda: tornou-se um sucesso maior que seu modelo original.

A trama

O charmoso Blake Carrington (John Forsythe, conhecido anteriormente como a “voz” do Charlie, de outro cult dos anos 70, “As Panteras”) é dono de um império de exploração de petróleo. Casou-se duas vezes. Da primeira, teve quatro filhos: Adam (Gordon Thomson/Robin Sachs), Fallon (Pamela Sue Martin/Emma Samms), Steven (Al Corley/Jack Coleman) e Amanda (Catherine Oxenberg/Karen Cellini). Foi um casamento turbulento, explicado pelo comportamento belicoso da esposa, Alexis Carrington (a inglesa Joan Collins). Quando eles se separam, ela se exilou na Europa.
Alguns anos depois do divórcio, Blake se casou com Krystle Jennings (Linda Evans), sua antiga secretária. Eles têm uma filha, Krystina.
Para tentar manter a felicidade da nova família, Blake fazia as vontades de sua filha, Fallon e tentava, sem sucesso, aceitar a orientação sexual do filho, Steven. Contudo, num acidente involuntário, ele matou o namorado do filho.
Durante o julgamento, sua primeira esposa, Alexis retorna para falar mal do caráter do marido. Se isto não bastasse, depois do término do julgamento, resolveu ficar, com a missão de atormentar Krystle, Blake e todos ao redor. E, de quebra, assumir o lugar do marido nos negócios da família. Para isso, usará todo tipo de baixaria possível jamais vista em horário nobre da TV americana.

Os bastidores

A série foi bem sucedida, principalmente pela presença da atriz Joan Collins, que construiu uma vilãs clássica dos folhetins: canalha, mentirosa, manipuladora e muito sexy. Acredite: originalmente, o papel foi escrito para a atriz italiana Sophia Loren, que não aceitou a oferta. Sorte de Joan, que entrou para o imaginário da cultura pop americana dos anos 80, levou um Globo de Ouro de Melhor Atriz, o People’s Choice Award de Atriz Preferida, entre outros prêmios da época.
Além do mais, a série representou com nenhuma outra, a cara do governo conservador de Ronald Reagan e a geração Yuppie – jovens em ascenção que precisavam ganhar U$ 1 milhão antes dos 21 anos!

Moda

O visual “Power Woman” marcou os anos de 1980. Alexis Carrington e Krystle Carrington foram as ótimas representantes. 
Maxy ombreiras, ternos de alfaiataria bem cortados, vestidos decotados, com babados, bordados, brocados e drapeados, calças de cintura alta, saia lápis, camisas brancas, cabelos volumosos (o corte usado pela loira Linda Evans virou hit internacional), maquiagem carregada (auge do olho preto usado com batom vermelho e variações do rosa), excesso de acessórios de ouro… Sim, muito ouro!
Os figurinos de Nolan Miller foram copiados pelas mulheres que desejam ter o poder, sucesso e status. Seu trabalho na série foi reconhecido com quatro indicações ao Emmy, entre 1981 e 1989, período que a série ficou no ar. Foi a melhor representante do estilo, glamour e elegância da década. 

(Artigo escrito por Jorge Marcelo Oliveira em 2009).