Deusa Define: Cate Blanchett no terceiro dia do Festival de Cannes 2018

Cate Blanchett parou o tapete vermelho do Festival de Cinema de Cannes 2018 com um modelo assinado pela inglesa Mary Katrantzou, sapatos Aquazarra e joias Chopard.
A Diva australiana participou da estreia internacional de Cold War (Zimna Wojna), dirigido por Pawel Pawlikowski, uma dos mais fortes concorrentes a Palma de Ouro.

Cannes 2018 Cate Blanchett veste Mary Katrantzou @ Getty

O filme é um romance que vai das fazendas de camponeses da Polônia aos clubes de jazz de Paris entre os anos 1940 e 1960. Zula é uma mulher linda e rígida que conquista uma vaga em uma escola tradicional de atores instituída para promover uma imagem nacionalista benéfica da Polônia do pós-guerra, na qual o belo Wiktor é diretor musical.
Logo no início de seu caso clandestino, ela admite que o espiona para as autoridades, o primeiro e talvez o menor de muitos problemas que o clima político cria no relacionamento.
Em sua resenha de cinco estrelas, Peter Bradshaw, do jornal Guardian, qualificou “Cold War” como um “filme misterioso, musicalmente glorioso e visualmente arrebatador”, e “requintadamente arrepiante”.
Indagado por que a Guerra Fria oferece um bom pano de fundo para um drama romântico, Pawlikowski respondeu: “Havia muitos obstáculos na época, e o amor é, em grande parte, uma questão de superar obstáculos”.
O filme também se inspira na experiência pessoal. Pawlikowski, hoje com 60 anos, foi para o exílio aos 14 anos, quando sua mãe bailarina fugiu com ele para o Ocidente. Os protagonistas de “Cold War” foram batizados em homenagem aos seus falecidos pais.
Os críticos elogiaram a fotografia em preto e branco, a trilha sonora e o senso de humor, e a IndieWire comparou a atuação de Joanna Kulig como Zula à de uma jovem Jeanne Moreau: “Uma alcoólatra endiabrada que se lança nos braços de outros homens literalmente, entregando-se a um capricho na pista de dança de um clube de rock’n’roll”.