80 anos de ‘O Mágico de Oz’

Há 80 anos, Dorothy e seus amigos – que rumavam na Estrada de Tijolos Amarelos a caminho da Cidade das Esmeraldas, está presente no imaginário coletivo, graças à versão de 1939 do filme O Mágico de Oz.
A produção do filme foi tumultuada. Embora Dorothy e seus amigos tenham sido eternamente relacionados aos atores que representaram os papéis – especialmente Judy Garland –, o filme teria sido completamente diferente se os planos de elenco originais tivessem sido seguidos.
O ator W.C. Fields foi a primeira escolha para interpretar o Mágico, mas um desentendimento entre o estúdio e o problemático comediante frustrou essa ideia.
A atriz Gale Sondergaard fez o teste para interpretar a Bruxa Má. Ela era uma atriz respeitada, mas sua beleza exótica foi vencida pela aparência mais tradicional de bruxa de Margaret Hamilton.
Buddy Ebsen começou as filmagens como o Homem de Lata, mas foi hospitalizado por causa de uma reação quase fatal à tinta prateada usada na maquiagem do personagem. Foi substituído por Jack Haley.
E, claro, havia a personagem central. Fofocas diziam o dono da MGM, Louis B. Mayer, estava desesperado para dar o papel à estrela mirim Shirley Temple, então sob contrato com a Fox. Com a indisponibilidade de Temple, a MGM optou por Judy Garland.

Judy Garland @ Reprodução (2)

Segundo alguns livros sobre a história de Hollywood, baseados em dossiês investigativos, foi descoberto que Louis Mayer assediava sexualmente Judy Garland para obter sexo, mas Garland nunca cedeu ao se assédio, despertando a ira do executivo, o qual se dedicou a prejudicar a carreira de Garland devido a sua recusa.
Inclusive existem rumores de que Mayer, certa vez, apostou Judy Garland em um jogo de pôquer com os mafiosos de Los Angeles, e perdeu.
Devido a isso os mafiosos perseguiram Judy tentando levá-la para o mundo da prostituição, o que seria muito rentável devido a sua fama como atriz de Hollywood, inclusive dentro dos estúdios da MGM, e ainda com o consentimento de Louis Mayer.
Esses acontecimentos acabaram sendo investigados, tanto pela polícia local, como pelo FBI e pela Interpol, dada as proporções dos acontecimentos.
Em 2017, num livro publicado contando a vida do ex-marido de Judy Garland, Sid Luft, morto em 2005, é revelado que Judy foi molestada pelos atores que fizeram os munchkins.
“Eles achavam que poderiam escapar de qualquer coisa por que eram pequeninos. Eles fizeram a vida de Judy um pesadelo no set colocando suas mãos por baixo do seu vestido. Os homens tinham mais de 40 anos.
O casting não foi o único problema.
O filme passou por três diretores e o script foi trabalhado por mais de 16 roteiristas, 13 dos quais não receberam créditos, incluindo os membros do elenco Jack Haley e Bert Lahr, o poeta Ogden Nash e Herman J. Mankiewicz, que assinou o roteiro de Cidadão Kane (1941).
Apesar das dificuldades e do fracasso inicial de bilheteria, O Mágico de Oz foi indicado ao Oscar® de melhor filme, fotografia, direção de arte e efeitos especiais, e levou os prêmios de melhor canção (“Over the Rainbow”) e trilha sonora original. Judy ganhou um Oscar especial (na época, a Academia não premiava jovens atrizes) e tornou-se parte de sua lenda.
A canção de Harold Arlen/E.Y Harburg “Over the Rainbow” (que foi quase cortada do filme) tornou-se o tema de Garland e atingiu o status de cult.
O filme fez sucesso somente com o tempo e se tornou o décimo na lista dos “100 Melhores Filmes Americanos de Todos os Tempos”, no compilado do American Film Institute de 2007.

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