25ª edição Campinas Decor inicia obras de preparação no prédio do Cotuca

Os trabalhos de preparação da 25ª edição da Campinas Decor estão à todo vapor no antigo prédio do Cotuca (Colégio Técnico de Campinas). Fechado desde 2014 por falta de condições de uso, o espaço reforça a política da principal mostra de arquitetura, decoração e paisagismo de Campinas de recuperar imóveis do patrimônio público.
Desde dezembro do ano passado já foram iniciadas as melhorias estruturais no prédio de 1918 e projetado por Ramos de Azevedo, localizado na Rua Culto à Ciência, na região central da cidade. Após a reconstrução das redes hidráulica e elétrica, recuperação de telhados e paredes, o imóvel estará apto para que os expositores possam iniciar as obras de preparação dos cerca de 65 espaços internos e externos, que serão assinados por alguns dos mais renomados profissionais do setor de Campinas e região.
Os expositores irão produzir salas, suítes, banheiros e terraços, além de jardins e espaços comerciais e de uso dos visitantes, mostrando as tendências e o que há de mais moderno em artigos para decoração e construção, revestimentos, mobiliário, luminotécnica, automação residencial e tudo o que envolve esse universo. São ambientes amplos e com pé direito alto, que possibilitarão aos profissionais desenvolverem seus projetos com muita liberdade criativa.

“Os profissionais participantes terão a oportunidade de integrar um projeto histórico, que além de marcar os 25 anos da Campinas Decor, irá recuperar e devolver para a cidade de Campinas este importante prédio, que poderá voltar a abrigar o Cotuca”, explica a diretora da mostra, Sueli Cardoso. “Além disso, as características do imóvel, como o pé direito alto e os grandes espaços, fazem com que este seja o cenário perfeito para os profissionais soltarem a criatividade e mostrarem seus estilos de trabalho para os visitantes”, acrescenta Sueli.

A mostra tem previsão de acontecer entre o final de abril ou início de maio.

Recuperação do patrimônio público

Construído em 1918, o complexo do Edifício “Bento Quirino” foi cedido pela Secretaria de Educação para uso da Unicamp e de 1967 a 2014 abrigou o colégio. Trata-se uma grandiosa construção tombada pelo Patrimônio Histórico, de orientação eclética de tendência neoclássica, projetada pelo engenheiro‑arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo (1851‑1928), considerado responsável pela introdução de novos conceitos para a organização da arquitetura escolar à luz dos ideais de ensino republicanos.
Desde agosto de 2014, o Cotuca funciona num imóvel alugado no bairro Taquaral devido à interdição em fevereiro do mesmo ano do prédio doado pelo abolicionista Bento Quirino dos Santos, com breve ínterim das atividades no campus da Unicamp em Barão Geraldo.
Após a realização da mostra e o trabalho de recuperação que será executado pela organização, expositores, patrocinadores e fornecedores, o colégio voltará a funcionar no local e a expectativa é de que isso aconteça já em agosto de 2020.

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