34ª Bienal de São Paulo acontece de 04/09 a 05/12

A Fundação Bienal de São Paulo anuncia a abertura da 34ª Bienal de Artes – Faz escuro mas eu canto neste sábado, 4 de setembro, às 10h no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque do Ibirapuera.
Estendida por um ano, em decorrência da pandemia de Covid-19, a mostra abre readequada ao momento pandêmico, com rígidos protocolos definidos em conjunto com o Hospital 9 de Julho e área de alimentação instalada do lado de fora do Pavilhão, em espaço aberto.

34a Bienal de São Paulo. © Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo

A curadoria é de Jacopo Crivelli Visconti (curador geral), Paulo Miyada (curador-adjunto), e Carla Zaccagnini, Francesco Stocchi e Ruth Estévez (curadores convidados).
Com entrada gratuita, a visitação se estende até 5 de dezembro.

34a Bienal de São Paulo © Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo

A edição conta com mais de 1.100 obras de artistas de todos os continentes. A distribuição entre mulheres e homens é equilibrada, e cerca de 4% dos artistas identificam-se como não-binários.

Esta será, ainda, a Bienal com a maior representatividade de artistas indígenas de todas as edições com dados disponíveis, com nove participantes de povos originários de diferentes partes do globo (aproximadamente 10% do total).

34a Bienal de São Paulo. © Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo

Obras para além do Pavilhão

Com a intenção de ampliar os diálogos estabelecidos entre as obras e seus contextos e os possíveis pontos de contato com o público, a 34ª Bienal apresenta intervenções temporárias fora do Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, dos artistas Clara Ianni, Eleonora Fabião, Grace Passô, Jaider Esbell, Paulo Nazareth e Oscar Tuazon.

34a Bienal de São Paulo. © Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo

Enunciados

Um dos elementos centrais na concepção curatorial da 34ª Bienal de São Paulo é o fato dela ser pontuada por 14 enunciados: elementos que não são obras de arte, mas possuem histórias marcantes, capazes de sugerir leituras às obras dispostas ao seu redor.
A curadoria recorre a esses itens como forma de buscar uma linguagem capaz de delinear os campos de força criados pelo encontro de obras produzidas em lugares e momentos distintos sem, no entanto, limitar as leituras a temas ou conceitos específicos.
O primeiro enunciado a ser encontrado pelo visitante, no térreo, é composto por três objetos pertencentes ao acervo do Museu Nacional que sobreviveram de diferentes formas ao incêndio: o meteorito Santa Luzia, que, temperado por sua viagem pelo espaço sideral e pela entrada na atmosfera terrestre, permaneceu incólume; uma ametista (um tipo de quartzo roxo) que, ao passar muito tempo exposta a altíssima temperatura, adquiriu a coloração do citrino (um quartzo amarelo); e uma ritxòkò, boneca que foi doada ao Museu Nacional após o incêndio por Kaimote Kamayurá, da aldeia Karajá de Hawaló, na Ilha do Bananal (TO), para substituir uma que havia sido destruída pelas chamas e ajudar na reconstituição da coleção.

34a Bienal de São Paulo. © Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo

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