Nossa Memória Sonora

Antes mesmo de entendermos o que é arte, já estamos sendo moldados por ela. No meu caso, o primeiro contato com a complexidade da música não aconteceu em uma sala de concertos, mas em um carrinho de bebê, embalado pelo som de um pequeno rádio de pilhas que minha mãe fazia questão de deixar ligado. Foi ali que meu ouvido começou a se formar.
Mais tarde, nas manhãs de domingo, a televisão aberta me apresentou o programa Concertos para a Juventude. Mesmo entendendo pouco, eu gostava de assistir. Ver o maestro Isaac Karabtchevsky e grandes orquestras na tela da TV foi um marco.
Aquele programa tinha uma missão clara e fascinante: descer a música erudita de seu pedestal elitista e apresentá-la de forma humana e acessível para toda uma geração.

Bebê ouvindo música de rádio no carrinho @ IA

Hoje, percebo que essa mesma missão guia o que estou resgatando no MONDO MODA, desde outubro de 2025: o desejo de publicar unicamente aquilo em que acredito e que, de alguma forma, me atravessa.
A cultura e a arte funcionam como um alívio essencial, uma forma de manter a sanidade mental e resistir diante deste momento caótico que vivemos.
A música tem o poder de quebrar preconceitos e de nos conectar com o que há de mais profundo na experiência humana.

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