Como a neurociência e a história desarmam o mito do homem prático e da mulher sensível

A ideia de que o cérebro masculino seria naturalmente orientado para a razão, a lógica e o pragmatismo, enquanto o cérebro feminino seria biologicamente destinado à emoção, à sensibilidade e ao cuidado atravessou séculos de pensamento ocidental. Essa oposição foi mobilizada, ao longo do tempo, para transformar construções sociais em determinações naturais: o homem seria adequado à esfera pública, à produção e à tomada de … Continuar lendo Como a neurociência e a história desarmam o mito do homem prático e da mulher sensível

O momento em que os homens abandonaram o salto alto

A sobriedade que caracteriza o vestuário masculino formal no Ocidente não é uma preferência biológica, mas o resultado de uma transição ideológica e econômica ocorrida entre o final do século XVIII e o início do século XIX. O fenômeno marcou o período em que os homens abandonaram progressivamente tecidos ornamentados, maquiagem, saltos e joias em favor de um uniforme funcional. Essa transição redefiniu as fronteiras … Continuar lendo O momento em que os homens abandonaram o salto alto

A Arquitetura da Culpa e o Controle dos Nossos Corpos

No livro Vigiar e Punir (1975), o filósofo francês Michel Foucault analisou como o exercício do poder mudou drasticamente a partir da Primeira Revolução Industrial na segunda metade do século XVIII. Até então, o poder era exercido pelos reis de forma brutal, punitiva e visível, como em praças públicas através da tortura e execuções. O corpo era destruído para mostrar quem mandava. Com a modernidade … Continuar lendo A Arquitetura da Culpa e o Controle dos Nossos Corpos