MONDO MODA entrevista Rubya Bittencourt

No Wikipédia, a definição para drag-queen é a pessoa que se veste ou dependendo se caracteriza, como sendo do sexo oposto, fantasiando-se com o intuito geralmente profissional (artístico) de fazer shows e apresentações. No começo, era um fenômeno de bares e boates gays, contudo, com o tempo começaram a fazem eventos de heterossexuais, como animação de casamento, 15 anos, formaturas, etc. São conhecidos pelos seus exageros no vestir, nos modos, na maquiagem e pelo estilo cômico de se apresentar.

Rubya Bittencourt é uma referência absoluta quando se pensa em drag-queen. Ela já apresentou da Parada do Orgulho Gay de Campinas a programa de televisão.
Com sua verve irônica e afiada, ela é a entrevistada do MONDO MODA.
Priscilla, a Rainha do Deserto completa 15 anos em 2009. Ele foi o responsável pelo boom das drag-queens em todo o mundo. Depois de tanto tempo, as drags ainda fazem sucesso?
Eu acredito que (hoje) as drags fazem muito sucesso no meio heterossexual. O meio gay se acostumou com a presença de todas nós. Naquela época, éramos a sensação de qualquer lugar que entrávamos. Fosse (tanto) no Joquéi Club de São Paulo, (quanto) no Habbib’s, era uma sensação. Após esses 15 anos, tantas pessoas se aventuraram a colocar peruca na cabeça e banalizar o termo, que a própria comunidade gay criou um preconceito contra nós…
O que mudou nestes 15 anos no visual da drag-queen?
Nossa… Muita coisa. Éramos todas artificiais. Usávamos perucas de plástico coloridas, cílios imensos, plataformas gigantes e enchimentos para o corpo parecer feminino. Hoje em dia, as perucas coloridas foram substituídas pelas perucas de cabelo, as plataformas pelas sandalinhas baixas e as espumas de enchimentos, infelizmente foram substituídas erroneamente pelos hormônios. A drag se transformou em desculpa para virar travesti. Algumas ainda mantêm o estilo, mesmo aderindo esses artifícios sintéticos.

Dá muito trabalho se produzir como uma drag-queen?
No início dá muito trabalho, mas com o passar dos anos, fica mais tranqüilo. A maquiagem fica mais elaborada para seu tipo de rosto e você acaba levando 1/3 do tempo que levava.
Como é a preparação para a construção de seu figurino? Quanto tempo leva sua pesquisa?
Não existe pesquisa para um figurino comum, em dias de shows corriqueiros. Quando há um pedido de festa temática, sempre existe um estilista da época que se propõe a criar. Já vesti Valério Araújo, Marco Gutierrez, Heitor Werneck, Celso Werner e Marcos Lelis, Julinha Fashion, Dandara, Michely X, Santu Emilliu…
Fale sobre seus projetos atuais e para este ano.
Atualmente estou finalizando meu DVD, que é uma mistura de divulgação de trabalhos antigos com quadros inéditos, usando textos de Luis Fernando Veríssimo. Quero começar a produzir um show teatral, com boys, drags, atores, musicais… Sinto falta desses espetáculos e acredito que o público também sinta. Queria algo no estilo “Segunda Acontece (nota da redação – show que surgiu em 2007 no Café Concerto Uranus, de São Paulo)”, onde a drag Divina Nubia sentiu esse mesmo vácuo no meio GLS. Também estou com um projeto de um espetáculo infantil e junto com a Claudinha, um projeto de um programa diário na 89,3 FM. Um programa de humor, entretenimento, entrevistas com celebridades, bandas… Se conseguir realizar metade, já fico feliz!
Contato: http://www.rubya.com.br – Fone: (19) 8110-9807.

2 comentários

  1. conheci a rubya pela radio no programa 89 pra maiores e virei (ui) seu fã logo de cara , volta rubya eh oque todo mundo quer , bjos .

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  2. Conheço a Rúbya a muitos anos, e sei de sua luta e trabalho, persistência… As entrevistas sempre bem humoradas (achei essa até séria demais), mas deve ser pelo perfil do site… Parabéns mais uma vez… É um grande diretor teatral… Pra quem não sabe! Bjos aos leitores…

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  3. Florrrrr vc é show d+! Torço para que consiga não só a metade das realizações de seus projetos, mas sim ele total, vc merece amore. Bjos e … MERDA kkkk. TE ADORO

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