A ‘rainha’ do blues Dinah Washington

Dinah Washington nasceu Ruth Lee Jones, na pequenaTuscaloosa (Alabama, sul dos EUA), no dia 29 de agosto de 1924.
Pobre, a família se mudou para Chicago quando ela tinha quatro anos. Teve uma infância solitária. Seu pai era um jogador compulsivo, passando os dias dentro de cassinos. Sua mãe pedia dinheiro na rua para sustentar Dinah, suas irmãs e pagar as freqüentes dívidas do marido.
Sozinhas em casa, as meninas começaram a se refugiar na igreja, onde passavam as tardes. Assim como a mãe, Dinah tocava piano e todas cantavam no coral.
Antes da adolescência, a garota começou a fazer sucesso nas redondezas do bairro onde vivia, e logo tocava piano e cantava gospel por toda Chicago, até vencer um concurso de calouros cantando blues. O concurso lhe rendeu um convite para participar do conjunto vocal Sarah Martin Singers, pouco antes de completar doze anos. Aos quinze anos, diante das proibições de sua mãe, começou a fugir pela janela de seu quarto para cantar à noite em bares e clubes, onde também começou desenvolver seu gosto pela bebida.
Neste período, ela se apresentava nos clubes como Dinah Washington, enquanto cantava e tocava piano no choro gospel Sallie Martin, como Ruth Jones.
Apesar da pouca idade, seu fantástico senso de fraseado, tonalidade e ataque chamaram a atenção do bandleader Lionel Hampton, que a contratou imediatamente quando a viu cantar no ano de 1943. Pouco depois, ela abandonou de vez o pobrinho Ruth Lee Jones para assumir o glamoroso Dinah Washington.
Depois da estréia com o bandleader, Dinah Washington logo foi se tornou “Rainha do Blues”.
Seguiu-se uma fase de grandes interpretações, como em “Am I Asking Too Much”, “Baby, Get Lost”, “Such A Night”, “Trouble in Mind”, “I Won’t Cry Anymore” e uma versão modernizada da country “Cold Cold Heart”, que ganhou grande sofisticação.
Com a canção “What a Diff’rence a Day Makes” em 1959, Dinah ganhou seu terceiro Grammy (anteriormente levou pela performances em “Unforgettable” e “Teach me Tonight”) e a canção alcançou grande sucesso, estando entre as mais dez mais tocadas da parada Pop e oitava entre as 100 da Billboard.
Seu último sucesso foi com “September in the Rain” – 23º nos EUA, 35º na Inglaterra e 5º na parada de canções R&B dos EUA.
Apesar de seus discos lhe renderem bastante dinheiro, possuía um estilo de vida bastante dispendioso, comprando jóias e carros (e casacos de pele, como mink), além de querer dar para a filha uma infância de luxo, diferente da sua. Conta a lenda que ela tinha um temperamento do cão, pois era altiva e impositiva, mas nas apresentações ao vivo, surgia apaixonada, generosa e engraçada.
Durante uma apresentação na Inglaterra, ela deu a seguinte declaração: “… existe apenas um paraíso, uma terra e uma rainha… E a rainha Elizabeth é uma impostora!” (hehehe). Além do mais, dizem que ela andava com uma pistola calibre 45 na bolsa…
Morreu aos 39 anos de idade após ingerir inibidores de apetite com bebida alcoólica, em 1963.
Seu nome voltou a mídia no ano passado, quando sua canção “Relax Max” serviu de trilha do filme publicitário do hotel Double Tree, dos EUA.
(Artigo: Jorge Marcelo Oliveira – Pesquisa Wikipédia)