Conforto é o objetivo do estilo ‘Normcore’

A combinação ‘jeans+camiseta’ ganhou um nome: normcore. Junção de “normal” + “core” (do inglês, centro ou cerne), numa tradução livre “centro do normal”, ou seja, quem escolhe roupas sem se preocupar com tendências ou seguir o código da tribo.

Homens ‘Normcore’ @ Divulgação

O estilo não é novo, mas o termo foi criado pela empresa de pesquisa de mercado K-Hole, para designar pessoas não querem seguir uma moda específica. Elas escolhem uma roupa porque gostam de se sentir confortáveis (pense na moda casual com uma pitada de estilo).
Dizer que uma pessoa é normcore é afirmar que ela não segue tendências. Tem um estilo próprio. Pode até usar um modismo, mas não com o objetivo de fazer ‘look do dia’ como uma trendsetter. Sabe aquela amiga que usa um acessório ou uma roupa, pela vontade de usar, sem se importar se vai contra ou a favor da moda? Essa peça pode ser encontrada num bazar ou num brechó. Se gostar, é o que importa. Ela não costuma entrar no Instagram de algum blogueiro para saber se ele está ‘antenado’ ou não.
Continuamente, a K-Hole faz pesquisas sobre movimentos e modismos (ou, como preferem alguns, tendências de moda) para ajudar as marcas de roupa a pensar no futuro. Desta forma, a empresa percebeu que artigos que eram considerados “alternativos” cresceram em uma velocidade além do normal. Por isso, a criação do termo “normcore”, aquele cara que percebe algo novo, mas veste de maneira não-linear. Pensa numa pessoa que cansou do ‘look do dia’, dos ‘digital influencers’, das irmãs Kardashians… Então…

Mulheres Normcore @ Divulgação

Entenda: normcore não tem nada a ver com minimalismo. Movimento que surgiu nos anos 60 nas artes plásticas, design e arquitetura, como um contraponto a qualquer tipo de exagero. O estilo minimalista é caracterizado pela simplificação das formas e cores mais neutras, mas, como modelagens muito sofisticadas. Limpa a imagem do excesso, mas aumenta sua preocupação com a concepção do produto. Uma camisa branca de alfaiataria Jil Sander não é a mesma de uma Renner, por exemplo. Na primeira, a busca por uma linha, corte, modelagem, acabamento e detalhes são muito apuradas. Uma peça minimalista exige um alto grau de conhecimento técnico de quem produz. Na moda, os japoneses foram os principais representantes desta escola nos anos 90. Nos anos 2000, foram os belgas.
O ‘normcore’ é outra coisa. Ele se aproxima do conceito do ‘conforto’ ou do Funcionalista – a roupa tem uma simples função: vestir.

(Artigo assinado por Jorge Marcelo Oliveira)

Jil Sander White Shirt @ Divulgação