As primeiras super heroínas das HQs – Parte 1

Sheena, a Rainha das Selvas foi a primeira personagem feminina de quadrinhos a ter uma série própria: em 1937 na Grã-Bretanha e em 1938 nos Estados Unidos. A revista foi publicada pela editora Fiction House e no Brasil pela EBAL.
Criada por Will Eisner e S.M. “Jerry” Iger no estúdio Eisner & Iger sob o pseudônimo de “W. Morgan Thomas”, ela tinha o poder de se comunicar (telepatia) com os animais, assim como o Tarzan.

Sheena – A Rainha das Selvas @ Reprodução

A personagem ganhou uma série em 1955 estrelada pela atriz/modelo Irish McCalla. Em 1984, a Columbia produziu um filme para o cinema a ex Pantera Tanya Robets.

Sheena – A Rainha das Selvas 1984 @ Reprodução

A Marvel publicou uma HQ com uma adaptação do filme para a revista ‘Marvel Comics Super Special #34 em Junho de 1984.

MAGICIAN FROM MARS – Centaur Publications’ Amazing-Man Comics

1939 Magician from Mars @ Reprodução

A primeira super-heroína meta humana da Era de Ouro das Histórias em Quadrinhos (1938-1956) foi Magician from Mars, criada por John Giunta e Malcolm Kildale para a Amazing-Man Comics #7 em Novembro de 1939. Publicação da Centaur Publications’ Amazing-Man Comics.

Metade humana e Metade marciana, Jane Gems35 ganhou superpoderes, como telecinesia depois que foi exposta a Raios Catódicos.
Ela chegou à Terra, furtou U$ 3 milhões em ouro e doou metade para um pediatra que pesquisava sobre paralisia infantil. Ficou com o restante. Depois, ela decidiu usar seus poderes para combater o crime.
Ela encerrou suas atividades em 1942.

Fantomah

1940 Fantomah @ Reprodução

Em fevereiro de 1940 surgiu Fantomah – Misteriosa Mulher da Selva na revista Jungle Comic # 2. Criação do escritor-artista Fletcher Hanks, originalmente era uma princesa egípcia que foi ressuscitada no século 20 para proteger as selvas da África. Loira, Fantomah usava um traje curto, seguindo a tradição de outras heroínas / princesas da selva na visão dos artistas da época. Foi publicada pela Fiction House.
Quando lutava contra o mal se transformava numa mulher enorme, de pele azul e com uma cara de crânio. Nesta forma, Fantomah tinha poderes de feitiçaria ilimitados para lidar com as grotescas ameaças que tentavam destruir sua casa, a selva.
A série foi caracterizada pela arte elegante, mas com um roteiro desajustado (Pensa novamente: uma loira na Selva?). Por isso nunca ganhou popularidade. Com o tempo, Fantomah desapareceu na obscuridade.

(Artigo assinado por Jorge Marcelo Oliveira)

Confira segunda parte.

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