Netflix acerta com o empolgante ‘Os 7 de Chicago’

Pensa um filme que o trailer não empolga? Daqueles que você pensa: ‘Nossa, mais um filme de tribunal?’… Pois é… Tive essa reação e… Fui surpreendido com o melhor filme da temporada: Os 7 de Chicago.
A direção e roteiro de Aaron Sorkin, o excepcional elenco masculino (em ordem de excelência, Mark Ryllance, Sacha Baron Cohen, Eddie Redmayne, Yahya Abdul-Mateen II, Frank Langella, Jeremy Strong e Joseph Gordon-Levitt), a montagem, a fotografia, a trilha sonora e os figurinos garantem o espetáculo dessa obra que está na Netflix.
Não me lembro de outro filme mais oportuno à agenda atual do que esse. Num pais totalmente polarizado, radicalizando qualquer ponto de vista à ponto do rompimento de relações pessoais, racismo estruturado gritando para mudanças sociais, rediscussão sobre o que feminino, direitos humanos de LGBTQ+ apoiado pelo Papa Francisco, mas massacrados nos cultos evangélicos, assistir a ‘Os 7 de Chicago’ torna-se essencial para entender que, o que está ruim hoje poderá ser muito pior amanhã. Para todos os lados…

A estória

‘Os 7 de Chicago’ conta a estória do inacreditável julgamento de Abbie Hoffman, Jerry Rubin, David Dellinger, Tom Hayden, Rennie Davis, John Froines e Lee Weiner, acusados pelo governo americano de conspiração, incitação a revolta e outras acusações relacionadas a protestos contra a Guerra do Vietnã ocorridos na Convenção Nacional Democrata em Chicago, Illinois, em 1968.
Os protestantes pediram à prefeitura de Chicago que autorizasse a marcha de oito quilômetros partindo do distrito comercial central (o Chicago Loop) até o local da convenção, para realizar uma série de comícios nos parques à beira do lago e também perto da convenção, e acampar no Lincoln Park.
A prefeitura autorizou apenas uma reunião na velha concha acústica na extremidade sul do Grant Park. O comício reuniu cerca de 15 mil manifestantes; outras atividades próximas envolveram centenas ou milhares de manifestantes.
Após o comício vários milhares de manifestantes tentaram marchar para o International Amphitheatre, mas foram parados em frente ao Conrad Hilton Hotel, onde os candidatos à presidência e suas campanhas estavam sediados.
Para impedi-los, a polícia foi truculenta, usando cassetetes para espancar as pessoas, além de usar gás lacrimogêneo; os manifestantes retaliaram atirando pedras e garrafas e danificaram propriedades comerciais privadas. A polícia fez dezenas de prisões. As redes de televisão transmitiram imagens desses confrontos intercalando com os discursos de indicação dos candidatos à presidência.
Ao longo de cinco dias e noites, centenas de pessoas foram feridas, incluindo jornalistas espancados pela polícia e ainda tiveram câmeras destruídas e filmadas confiscadas.
No rescaldo do que mais tarde foi caracterizado como um “conflito policial” pela Comissão Nacional das Causas e Prevenção da Violência dos EUA, um júri federal indiciou oito manifestantes e oito policiais.
Ao longo de mais de seis meses, o júri se reuniu 30 vezes e ouviu cerca de 200 testemunhas.
O procurador-geral do presidente Lyndon Johnson, Ramsey Clark, desencorajou uma acusação, acreditando que a violência durante a convenção foi causada principalmente pelo mau uso dos protestos pela polícia de Chicago.
O grande júri retornou as acusações depois que o presidente Richard Nixon assumiu o cargo e John Mitchell assumiu a Procuradoria Geral.
Em 20 de março de 1969, oito manifestantes foram acusados de vários crimes federais e oito policiais foram acusados de violações dos direitos civis.

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