Adele lança seu quarto álbum, ’30’

Adele lança seu quarto álbum 30 na sexta-feira, 19 de novembro. Cinco anos do premiado “25” (Grammy 2017 de Álbum, Canção, Gravação, Álbum Pop e Performance Pop), ele é reflexivo (ela se separou do empresário Simon Konecki em 2019 e atualmente namora o agente esportivo Rich Paul), com faixas longas e trechos que fogem do lugar comum.
O título de “30” é a idade que ela tinha ao compor as músicas em 2019 – agora ela já tem 33.

Adele em imagem de divulgação de seu novo disco, ’30’ @ Simon Emmett

Aqui aqui para ouvir o álbum completo!

Leia o faixa a faixa:

1 – “Strangers by Nature
É uma parceria de Adele com o compositor sueco Ludwig Göransson, coautor de “This is America”, de Childish Gambino, e da trilha de “Pantera Negra”. O disco começa com uma canção que remete a Judy Garland – atriz e cantora de grande sucesso nas décadas de 1930, 40 e 50 – e trilhas da era de ouro de Hollywood. Introspectiva, Adele canta sobre “levar flores para o cemitério do seu coração”.

2 – “Easy on Me

O primeiro single do álbum quebra o clima de estranheza da abertura e tem uma Adele mais familiar. A voz é intensa, mas não tem a explosão dos singles anteriores.
É a única faixa que ela parece cantar para o ex sobre o fim do casamento (“Eu não tive tempo de escolher o que escolhi”). É uma das várias composições dela com o antigo parceiro Greg Kurstin – sim, aquele acusado de plágio junto com ela pelo compositor de “Mulheres”.

3 – “My Little Love
Se a anterior era dirigida ao ex, essa é para o filho, Angelo, de 9 anos. É muito confessional e comovente: “Eu sei que você se sente perdido, e isso é completamente minha culpa”, ela canta.
Também tem arranjos de cordas e uma base trip-hop, com mais de seis minutos, que incluem trechos de mensagens de voz para o filho.

4 – “Cry Your Heart Out
Apesar do título choroso, tem um clima de superação, efeitos vocais e uma base pulsante de R&B e doo-wop que mostram um disco com um lado animador e mais variado que os anteriores.
A mensagem é de pós-sofrência: chorar até não poder mais, limpar o rosto e seguir em frente.

5 – “Oh My God
Segue a direção para cima da faixa anterior, com arranjo soul-gospel, clima de expurgo dos demônios interiores e um verso surpreendente: “Eu quero me divertir”.
Mas Adele também expõe a dificuldade de fazer isso sendo uma celebridade. “Eu prefiro parecer boba do que deixar a mim mesma para trás”, ela canta.

6 – “Can I Get It
Essa também surpreende com um violão despojado e uma levada que lembra o pop do final dos anos 90 e começo dos 2000 – assim como Lorde buscou no seu disco mais recente.
Entre assobios e um tom mais leve, a Adele solteira reclama da falta de compromisso dos caras de Los Angeles para ir além dos encontros casuais. Esse pop tem uma mão do produtor Max Martin.

7 – “I Drink Wine
Não foi escolhida como próximo single por acaso: já tinha virado meme antes de sair e, sem dúvida, é uma das mais fortes do disco. Tem um piano bem Elton John e uma letra contemplativa.
O tom é de ensinamento de uma Adele mais vivida e mais sábia. “Como alguém pode ficar tão preso pelas escolhas que outra pessoa fez?”, ela reflete.

8 – “All Night Parking
A Adele solteira chega ao seu ponto mais ousado aqui: “Quando estou numa festa / Estou só animada pra chegar em casa / E sonhar com você / Por toda a noite”.
Os versos leves de cantora apaixonada se misturam a trechos do pianista de jazz Erroll Garner com uma base eletrônica.

9 – “Woman like Me
Outro dedilhado lo-fi com levada jazz-pop e letra sobre a dificuldade de se paquerar em paz sendo Adele. “Você acha que vai se sentir pequeno / Essa é sua projeção, não minha rejeição”, ela alfineta.
Essa faixa, a seguinte e a última do disco inauguram uma parceria de Adele com o jovem produtor britânico Inflo, que já trabalhou com The Kooks e Michael Kiwanuka.

10 – “Hold On
Outra faixa longa, de mais de seis minutos, que começa etérea e vai crescendo e se encorpando com um coro gospel.
Ela narra suas incursões amorosas, se volta para dentro e fala sobre a paciência ao esperar um amor. “Às vezes a solidão é o único descanso que conseguimos (aguente firme)”.

11 – “To Be Loved

Para quem gosta das mais sofridas da Adele, “To be loved” é “aquela” do disco. Com quase sete minutos, é o clímax de “30”, só no piano e voz. Aqui ela leva seu vocal ao limite.
A canção sobre as perdas e ganhos do amor é a única parceria de Adele nesse disco com o craque canadense Tobias Jesso Jr., que já tinha trabalhado com ela em “When we were young”.

12 – “Love Is a Game
Volta a orquestração de filme clássico que amarra conceitualmente o disco. Acaba com um clima levemente otimista, ou no mínimo de um balanço sobre as lições aprendidas sobre o amor.
Como a própria Adele diz, é uma música do tipo das que tocam quando o filme termina e rola o crédito. “Eu posso me amar / Eu posso me amar por inteiro agora”, ela canta.

(Fonte: Globo.com)

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